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sábado

Diminuto viver.


Diminuta presença, desapercebida e pisada pelo peso da indiferença...
Diminuta presença a espera de compaixão por entre as feras!
Experimenta um pouco mais do frio, do asfalto e do concreto que seu vazio, não alimenta;
Onde tudo se esquece, nenhuma pele se aquece...
Onde tudo o que passa sem olhar, perece...
Vida padece, tudo apenas se parece!
Vívido sonho de pesadelo vivido, na ilusão e mentiras de um mundo que diz que você não merece!
Acende uma vela, faz uma prece...por uma alma sem corpo, por olhares de um homem morto que ninguém sequer agradece;
Por já ser passado, por não saber de mais nada em um mar de náufragos onde ferida é aquilo que se cultiva...
Apenas para ver os limites, para todo olhar cego sem um sonho...
Um horizonte florido e um raio de sol risonho; se sacia com o sangue de coisa viva que aos poucos enlouquece!
Enquanto isso, na esquina sem nome, alguém mais...um a menos sem identidade se perde;
Se é adeus não importa, a memória não se lembra quando a conveniência persuasiva, pressiona sutilmente o "delete";
Visão para o deleite, derrocada e decadência sem elegância...
Sobre o leite que se derrama, sobretudo... ninguém se queixa, senão quando aquela figura promissora que nada de fato prometia, para sempre se apaga e desaparece;
Nada se renova em um cemitério, onde nada se leva a sério senão o som que trará alguma saudade... sussurrado pelas paredes.





Por: FERNANDO ORDANI.

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