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quarta-feira

Um outro desagravo​...



Todos tinham razão...de fato, eu era louco!
Sem palavras, mil frases de sabedoria...todo silêncio não bastava e para mim, ainda era pouco;
Todo sentido era deturpado, toda palavra tinha peso do torpor de um breve alívio imediato...
Todo intento era fingimento, sequer meus pobres versos carregavam algum sentimento...
Deus meu! Como era eu, deveras culpado por ser assim​todo pretensão, todo ilusão, uma imensidão de vazio, dissimulado!
Toda revolução, era dança de ciranda...
Coisa séria, era encanto de sereia e jamais passara de brincadeiras de criança!
Todo sonho, era movido por arrogância e tão logo, devorado pelas areias movediças, que sepultam esperanças!
Realmente, quando lucidez se faz ausência...
Não se enxerga o tamanho de sua insignificância, em contraste com a dimensão que representa enquanto um problema!
Uma boa miragem de porto seguro...de um oásis onde se sacia quem tinha sede, sabe-se lá de quê...
Uma mentira, era apenas areia escorrendo por entre seus dedos e consumindo seu tempo...
Era apenas eu, enganando vocês!
Todos atentos ao que tenho...eu?
Apenas me lembrando que nada sei preso às pequenas questões de subsistência às quais me atenho;
Dinheiro para pagar pela atenção, pela estima tão sincera quanto vossa afeição...por um atestado de bom cidadão, perdão!
Ainda não tenho...
Louco loquaz, guarda sua "pena" somente para si, pois agora meu tudo se parece um tanto faz;
Comigo é o destino, o desatino...o nó que se prende e se desfaz....
Contigo...jamais fomos nós! Amigo ou inimigo sem rosto, com requintes e refinado gosto por tudo aquilo que desconheço e saber assim, sempre a despeito de mim, tampouco me apraz!
Queria de fato, que tudo não passasse de coisa que se apaga, não se apega além da pele...
Pensamentos e fatos de redundância;
Coisa que se apaga feito fogo exposto à água, sem deixar sequer fumaça, rastros de incômoda relevância...
Posso explodir para pagar o preço e juntar os pedaços, posso ainda me refazer do que resta dos cacos espalhados...
Contudo, como implodir memórias, como evitar a ruína das lembranças?
O filho do acaso, eterno renegado a serviço do caos...
Vos desejo nada além de longos dias, para que todos se esqueçam das breves semanas.

Um comentário:

  1. Roubam algumas peças... ainda restam algumas ideias.
    Obrigado, crápulas!

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