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sábado

Elementar...





À vida, que agora nada valha...
Uma palavra, um olhar de geladeira, coisas que firam além do fio implacável do metal, da navalha!
Havia vida, havia deveras alegria...ou, tão somente uma mentira disfarçada?
Artifícios da vaidade, destino e desatino revelando as verdades...
Apresentando e afastando aqueles outrora tão próximos, desatando laços de sangue, fazendo exalar pelos poros o odor da falsidade;
Coisas falhas, coisas cheias de pretensão de ser plenitude, contudo sempre digna de que sejam coisas e jamais, deixem sua condição de metades...
Que não se encaixam, peças que não pertencem à caixa de onde se libertaram, mas em outros contextos ou quebra-cabeças espalhados por aí, se encaixam!
Palhaço, qual o segredo de sua lágrima que seca sozinha?
Feito aço tratado, feito ferro que enferruja, feito carne e alma em frangalhos...feito de matéria parecida com a minha!
Em busca de um pouco de afeição, encontra indiferença...
Em busca de uma palavra, um eufemismo que sirva feito uma luva em suas desventuras, encontra um pouco mais de ofensa;
Volta pra casa, mais uma delas, com a certeza de que jamais tivera deveras um lar...
Regressa, pois é hora da lua adormecer, é hora do Sol esclarecer o seu pecado de ser...é hora novamente de sozinho, se levantar para seguir a sonhar!
Que um dia será diferente, que o existir ainda se faz relevância em algum distante, distinto lugar;
Ao gênio incompreendido, lembrado somente após para sempre se deitar...
Ao anjo decaído, àquele que caminha entre nós sem saber os motivos...perdera sua asa por aí, em um vôo sem destino...
Meu silêncio, meu lamento, meu aplauso solitário por vidas esquecidas, porquanto ainda sejam vidas, ainda que sem ser vistas por aí, em seus meandros a caminhar...
Um dia, será pra valer, um dia será para esquecer...
Todavia, todo dia será um bom dia para a voz dos juízes sem direito, nomeados pelo acaso ou pela oportunidade, para se calar...
O fim, para o martírio, uma escada no limiar do precipício para ver de perto, seu solitário luar!
A fera se liberta da carne, a alma se liberta da dor e do elemento, o vento ou a água há de se encarregar!
Um dia, sua lágrima será sorriso, sua dor será apenas lembrança e seu legado...há de fazer chover ou será luz à quem peça, será algo que caiba perfeitamente em qualquer lugar.



(Eu sou....alguém ;)

Antes do querer e poder.



Não suportar o peso de nada ser, lágrimas ou sorrisos sinceros...
Desconhecer os mistérios, de sobreviver;
De cair por onde alguém mais caiu e se levantou...
De noites em claro,  dias no escuro onde ninguém se lembrou!
Era esboço,  projeto daquilo que jamais fora concreto, do abstrato de toda pretensão nunca saiu...
Com o luar não adormeceu,  com o Sol,  jamais raiou!
A tristeza de ver aquilo que se parece eternidade em um mundo de coisas fugazes, se liquefazer...
O pranto secar, simplesmente por sentir aflorar teus instintos naturais...
Animais, de entre feras,  sobreviver;
Sem desanimar, nunca arrisca um caminho...
Medo de apagar as luzes, medo de confrontar o espelho ou paredes, sentir- se estranhamente em perigo...
Apenas contigo, toda imensidão de um ego proeminente, se converte em algo pequenino!
Fala eloqüente,  jeito altivo...
O ar que respira por aí, de toda teoria que diz muito saber, eu vivo!
Para chorar, para sorrir...para me lamentar e reaprender a pensar o sentido do sentimento que lhe faça prosseguir...
Dentro de tua distopia, ninguém te enxerga...
Teu sendo senso de autopiedade, tua máscara e tuas figuras de linguagem que não ocultam a maldade...
Sujeito oculto,  se esconde por detrás dos subterfúgios de um covarde!
Sem conhecer sequer as ruas de sua própria cidade;
Viver uma vida assim tão miserável, esperando por reinar em algum lugar...
A lua, as estrelas que não sejam de papel, mas inspiram àqueles que sejam apenas constituídos de verdades.