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sexta-feira

Provas e vida.



Bolsos cheios de vazio, mentes repletas de nada...
Provas em prosa, versos que nada provam a si mesmo, senão sobre ser um idiota esquecido na estrada;
Como está, fica!
Tudo se solidifica...não se liquefaz, nada sublima, condensa, quando todo olhar estranho tão familiar condena, nada sublima;
Peito cheio de amargura e escarro...onde deveria bater um coração, apanha e aquieta-se na solidão um desgraçado que sofre calado;
Amor por aí...por favor, um pedaço que seja de um braço...após tanto ceder, meus melhores versos, minhas melhores juras, meus melhores abraços...
Nada restou para dar, perdoe-me por favor...nada nos bolsos, sequer uma frase em um papel amassado de inspiração, lhe trago;
Como está...fica;
O prisioneiro de si, tão compassivo com seu raptor...coisas que somente em outra língua, outro lugar, talvez em "Estocolmo" se explica;
Um trago a mais por favor...alivia com este paliativo maldito que não quero consumir, mas esta estranha volúpia novamente me consome...
A dor deste vazio recrudescente em mim que não cessa, processo que não pára, nada interrompe;
Bolsos cheios agora...cheio de migalhas que se parecem com fortuna amaldiçoada, fortuna maldita que sempre muda meus planos e faz tudo se converter em lástima...lágrimas;
Em um chão de onde nada brota que se pareça com vida...como está, fica!
Uma vida a menos para se preocupar, uma fácil saída...
Se o vento não é meu elemento, que seja alimento...que traga consigo um bom pensamento, um rumo para seguir que não seja qualquer um, que alivie este tormento!
Se, pela água que sou constituído fui esquecido...lembra-te de mim, tormenta...
Faz chumbo deste azul causticante que me castiga, faz precipitar chuva torrencial sobre uma alma aflita, uma pessoa que sempre tentar acertar...todavia, sempre se precipita;
Quando ainda menino, me ensinaram sobre as matérias elementares...no entanto, pouco me disseram sobre as maneiras estranhas da vida...
Proposição de problemas sem solução, números e fórmulas que em nada ajudam agora, a reencontrar minha vontade de viver perdida.