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terça-feira

De passagem.




Não culpe o tempo por ter sido impaciente, por não ter esperado porquanto esteve ausente...
Havia coisas por fazer, havia algo por dizer...talvez a chance que agora espera, em tua frente;
Havia gente...esperando por tua desistência, um mundo girando em alheio aos teus caprichos e tuas exigências;
O fogo ardia sem teu consentimento, ainda existia sentimento em algum lugar...havia amor que fosse resquício a lhe esperar, mas também havia o vento!
Deixar para as mãos do acaso a escrita de tua própria trajetória...fazer de uma rara oportunidade de deixar tuas digitais em tua história...
Restou como tentativas inúteis de esquecimento para tua memória, quiçá teu quase fracasso, tua quase glória...
Fizera cinzas de tudo no fogo das vaidades que consumia de dentro pra fora, desperdício de toda uma vida em troca de breves momentos;
O destino não é inconsequente, nem tudo será reversível com um plano perfeito...com um discurso decorado eloquente;
Contudo, nada ou tudo daquilo que se foi, necessita de um olhar para trás impeça teus passos...
Agora previamente ponderados, de seguir em frente;
Se ainda é tempo de se deitar e acordar...se ainda é capaz de respirar a pureza do ar daqui, ou em algum outro lugar...
Cada segundo, traz uma oportunidade...uma chance de ser novidade, de ser diferente;
Se foi...era pra ser passageiro...
Nem tudo aquilo que se pareça com eternidades de um dia, necessariamente perdura para que deixe de ser esquecido pelo restante de um ano inteiro;
Fazer agora, com aquilo que ainda tem...fazer deste agora, um momento único capaz de sepultar o passado com bons presságios daquilo que vale a pena ser lembrado para o além...
Fazer de algum...um alguém!
Justificar tua cicatriz com transformação, justificar tuas palavras...teus ímpetos sem sentidos deturpados, obediência à consciência e ao coração;
Quando tudo não mais pareça fazer sentido, que ainda ao menos seja capaz de algo sentir...
Que seja por um motivo, uma missão...
Que valha a pena tua viagem, tua passagem por aqui seja algo mais que somente subsistência, que seja intensidade, que seja verdade para ninguém mais além de teu reflexo, tua satisfação.



segunda-feira

O valor inestimável do silêncio.



As mãos de um outro alguém podem ser mais rápidas que teu pensamento...
Cuidado, portanto, com aquilo que anda por aí pensando, propagando...cuidado, sobretudo com teu pensamento;
Coisas que podem ferir, quando paciência e permissividade desistem de resistir...algo além de teu orgulho de astúcia mascarada, ao chão deverá cair...
Um limite para teu plano de perfídia, teu sorriso de escárnio típico de um canalha, típico de uma vadia...todos agora terão um bom motivos para rir;

De tua face de mentiras desfigurada, o próprio espelho não poupa tua figura de uma involuntária gargalhada...
Deveras, teu pensamento tão valioso para si somente, não sabia se conter em uma boca fétida com aroma de latrina...sempre a ladrar, não sabia sobre permanecer fechada;
Quando não há nada por se dizer, realmente...se figura exponencial maior de sabedoria era aquilo que gostaria de se parecer, creio que de uma lição assim, há tempos necessitava!
Tua boca agora calada, mandíbula deslocada...dentes espalhados com estilhaços da fragilidade de teu orgulho no chão, pela calçada...
Para que outros também possam pisar, para que possa ver a cor de teu sangue supostamente azul...diante de teus olhos de impotência lacrimejantes, vermelhar! 
Você pensou e omitiu...todavia, com um olhar disse mais que mil palavras de maldição não conseguem expressar, finalmente você conseguiu...
Que alguém mais colocasse um ponto final em tua prosa...uma rosa, enviada ao teu leito em um hospital onde se veja igual aos vadios que tanto repudiava outrora...
Uma rosa, um bilhete lhe desejando breve melhora...contudo, cuidado...
O perigo manda avisos, persista em teu sarcasmo...não se queixe por algo que chega inadvertidamente em forma de castigo;
Cuspa nas mãos de um amigo...busca socorro em tua filosofia tão perfeita, perfeitamente feita para mentecaptos que se saciam...
Em sua utopia de coisas tão falsas quanto tua origem, tua suposta sabedoria que tanto queria;
As mãos podem falar, podem mandar de forma direta a mensagem como réplica para as indiretas...podem derrubam os muros de segurança do teu cinismo, tua hipocrisia...
Portanto, pense se vale a pena proferir palavras indevidas onde não seja terreno de tua propriedade...
Não pense que teu dinheiro sujo, compra de alguém que não se vende alguma piedade...
Cuidado, pois num dia desses qualquer a resposta na medida certa, pode tornar tua existência medíocre em forma de rastejante ser humano, em eternas saudades!



quinta-feira

Não creiam em nós.


Nunca duvidei, contudo jamais disse que acreditei...
Em tuas palavras de passagem, tão passionais, tuas juras irracionais...tudo aquilo que fingi que escutei;
Jamais disse que te odiava, tampouco disse por aí que num dia desses, te amei;
Pouco sei sobre este amor de que falo, eu confesso...repouso uma caneta sobre um papel para ponderar as palavras mais belas para utilizar, amor lírico inventado pra fazer sucesso...
Não assumo que errei, todavia não direi que acertei com a convicção de quem necessita de uma boa negação para conviver com seu reflexo;
Se era amor de fato não posso dizer, sobre aquilo que deveria sentir e ter certezas...
Apenas um espectro de um olhar de ausência, sentado nesta mesa à espera por nada disfarçando alguma tristeza, na frieza deste vazio eu restei;
Não digo que posso seguir sem sentir alguma saudade...
Não posso, entretanto, afirmar que do outro lado de lá, há motivos para afirmar que alguém mais sinta por mim algo além de piedade;
Se foi de fato, amor não sei dizer...somente direi que se parecia errado o bastante e divertido o suficiente para soar como boa verdade...
Todavia, se por nada passava, senão por uma boa mentira...que bom foi viver mentindo pra mim mesmo ao teu lado, neste estranho pedaço de minha vida;
Raios de sol para um sonho acordado...ou, talvez, um pesadelo qualquer inofensivo por demais para deixar alguma marca de dor, ou de um dia mudar a cor...
Tornar o próprio ar um pouco mais pesado!
Se fora verdade, alimento para a vaidade...volto a viver mais de perto, somente para olhar nos olhos com um sorriso estranho em meu rosto, aquilo que se passou, mas jamais será passado;
Grato sou por este mistério que não deixa dúvidas de que não fora o mal a caminhar, de mãos dadas ao meu lado...
Agraciado, por ter pedido um pouco de mim, ter perdido um pouco para muito mais poder encontrar além dos limites que tenta impor todo suposto fim...
Obrigado, pois nunca duvidei...porém, creio que jamais demonstrei o bastante além das palavras, em atos...
O quão maravilhoso foi, ter estado ao seu lado.