Visitantes da página

quinta-feira

"Super", era você. (Who's your daddy?) ;)



Toda parte que se sinta assim vazia, necessita de uma metade...
Precisa de algo que chega para trazer algum sentido a mais, algo inesperado que venha, sem previsão de partida;
Todo homem que assim se diga...seja super, seja nada, seja meio menino ainda...necessita de um toque de mãos macias e despidas de pecado, sua "kryptonita";
Coisa preciosa, que não se vende por aqui...alguém que chega e pede por teu abraço, pede por sua proteção, para que nada se perca por aí;
Estrela que desde sua concepção, mais intensamente que todas as demais de qualquer constelação, brilha...
Coisas de meninos, que não esperam por uma menina...coisas de pai de primeira viagem, à espera ansiosa por uma novidade para chamar por filha;
Apenas um cara que não superava a si, algo esperava como se nada quisesse, apenas um cara que não esperava por uma dádiva de olhos coloridos assim;
Desafiava um mundo com suas letras intrépidas, desafiava a superfície com sua utopia...sem chegar a lugar algum, senão ao mesmo caminho de sempre que conduzia ao mesmo fim;
A metade meio cheia de um copo...bebida de fino valor esquecida sobre a mesa, às moscas servida...
Se completa, ainda que das distâncias que nos impuseram os muros implacáveis da ignorância, coisas de adultos sérios e sem graça por demais, gente que não teve infância...
Fala desnecessária que dissocia e desfaz a mais perfeita das magias...
Para teu suave ninar, menina minha, peço a um anjo por um acalanto, grato sou por aprender contigo...um outro sentido para vida!
Queria ser escritor, já sonhei em tempo pretérito sobre ser astronauta...quiçá um cantor...
Posso ter sonhado e assumido diversos papéis, por diversas vezes fracassado...porém, por um sorriso teu, sou novamente palhaço e alegra-me este novo papel, descoberta de ser deveras um ator;
Podemos pairar por aí sobre as nuvens, podemos juntos aprender a lidar com as melhores coisas que a vida nos traga e com a própria dor...contas a acertar, somente com o amor;
Meu anjo distante de meus braços e dentro de meu peito, carrego em uma foto nestes braços marcados...
A forma personificada de perfeição que jamais imaginara, a maior das obras de minha suposta arte tão falha, que jamais poderia ter feito.



9 comentários:

  1. Sem mais palavras...deixe agora extasiar tudo o que seja sentido, embora sem te sentir no calor de meus braços cansados. Deixe algumas lágrimas e meu legado de pretenso poeta, escritor fracassado...troco tudo, ou nada disso, por esta alegria sem par, de você ter chegado.
    Te amo, minha filha. (Ana Lara).

    Por: Fernando Ordani.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. P.S: De fato...de super, eu não tinha nada...somente esperava por alguém que desde o berço já brilhava e me superava. Sem querer, minha vida completava. Super...era você.

      Excluir
  2. Em palavras não sei expressar o quão maravilhoso foi ler algo tão lindo assim.... Obrigada Deus por nós presentear, e me presentear com dois tesouros tão valiasos assim. Se da minha vida um dia vinherem a precisar não tenham dúvidas que daria ela para vocês. Pois para eu seguir só faz sentido se estiverem comigo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Algumas coisas em formas inusitadas, mas tão magnificas vêm...para que sejam amadas, cultivadas, colocar até mesmo de volta "nos trilhos, um desgovernado trem".

      Excluir
  3. Sem palavras, lindo demais. Tudo q disesse seria pouco. Amo vcs

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito obrigado, mãe. Tudo faz mais sentido, as coisas mais belas se assim postas...embora, com as palavras mais singelas, se têm origem no coração.
      Seja sempre bem vinda aqui...e que o bem somente prevaleça para ser toda forma de inspiração.

      Excluir
  4. cara cada dia me surpreende mais,lindas palavras, lindo poema, linda lara. super Abraço brother.bom ter vc de volta " in real life".

    ResponderExcluir
  5. cara cada dia me surpreende mais,lindas palavras, lindo poema, linda lara. super Abraço brother.bom ter vc de volta " in real life".

    ResponderExcluir
  6. Na verdade, nunca deixei a vida real. Distopia, talvez. A ausência por vezes é necessária e ocorre em reciprocidade. Salientando o fato, de que nunca PARTI.
    De qualquer maneira, muito obrigado, cara.

    ResponderExcluir

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.