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terça-feira

Semeando o humano.





Semeando semente, que fosse gente no chão...somente para ver se algo de humano, ainda "dá" nesta terra...
Se fruto bom ainda há de vingar, sem necessidade de vinganças...se ainda resta esperança, de brotar algo que seja deveras amor em tempos de guerra;
Permeando os limites...rompendo com a razão, a lógica da insanidade...
Perpassando desapercebido por entre multidões, observando carreatas que semeiam gente que nada mais serão...sob luzes de sirenes silenciosas amarelas, pela cidade;
Espalhando a palavra, que não seja maledicência...que não seja indecência, mas tão somente a inocência de uma troça, um figura de linguagem...
No linguajar típico da "roça" chegando de sua longa viagem...vem a passos de calmaria, sem pressa, se aproxima a boa novidade;
Planta na terra aquilo que se espera...espera pra ver algo nascer, quando tudo se encerra...
De fato, o ser humano é estranho...ser bestial, estúpido intelectual, diplomado boçal...a pior das feras!
Uma dose de ódio deixei daquela lágrima, esperando que ali brotasse amor...
Uma dose de veneno, uma lástima...um lamento, tudo se alivia com um pouco mais de dor, um pouco mais de torpor;
Semeando no semi árido de um subsistir, coisas distintas daquilo que hoje lhe faça chorar...num futuro sempre incerto, uma esperança de voltar a sorrir;
Nem tudo se vai, nem tudo que chega pra ficar por além de uma estação é alívio...
Nem toda mão que se estende é mão de um amigo...é mão de um ladrão cheio de afeição por tua essência, lhe rouba e sai furtivo;
Nem tudo o que não entende...é necessariamente incompreensível, no chão então, deposito um pouco mais de gente...
Esperando futuro de prosperidade prometida por vozes que jamais assumem as promessas, se é que haja tempo para esperar...se é, que esperança ainda seja algo viável e possível;
A garantia que ninguém lhe garantiu, pela oração que entrega aos céus, aos mares à Iemanjá, aos rios...
Para que possa nascer um novo amanhã, neste lugar tão triste, onde num dia distante na linha do tempo...em páginas amareladas e levadas pelo vento, uma vida veio para ser verbo...
Brilhou exposta aos primeiros raios de um sol que jamais fora seu e sorriu!



3 comentários:

  1. Semeando o humano...mas, mudaram as idéias e os planos. Às voltas com mistérios de uma eternidade, outra vida tão passageira desistiu...talvez, a própria fênix de renascer, de fato, se consolidara em nada além de mito, pois há tempos, em suas cinzas se recolheu, nas chamas se consumiu.

    Por: Fernando Ordani.

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