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domingo

Pague a conta, apague os faróis.




Não aguento mais viver assim...olhos vermelhos, cara cansada no espelho...
Queria por um dia desses, calçar outros sapatos, vestir outro destino, mudar os rumos...meu mundo, por inteiro;
Sangue nos olhos, fumaça que ascende como boa idéia de chama ruim que em minha mente se acenda...
Melhor cessar, cessar o pensamento, deixar evanescer o sentimento...afinal, se é para ser fuga, que tudo inclusive vida, seja fugaz e passa num piscar de olhos...
Mudança da dança, de pares, de lares...até um ponto que seja de reencontro, que valha a pena estar comigo mesmo por além de um breve momento;
Não suporto mais ser assim...ver o prelúdio de um plano qualquer, já pressentindo com sentidos amaldiçoados, contudo apurados, diante de meus olhos a previsão do fim;
Não espero que me entenda, não espero sequer a compreensão...não espero nada, pois nada é algo maior que o vazio que sinto em caixa torácica onde costumava pulsar um coração;
Teias de aranha, trevas...deste emaranhado em caminhos que ajudei sem querer a criar...não vejo saídas, não vejo solução senão regressar...
Regressar, sem retrocesso que seja para o mesmo ponto onde o passo se esqueceu dos limites impostos pelo limiar;
Regressar aos remédios que me façam esquecer, retornar ao bloqueio que faça minha mente não se esquecer, de que não vale a pena se lembrar!
Eternamente enlutado, tormento de súbito lhe apanha até mesmo nos sonhos, despreparado...
Quero ser novamente sedado, novamente analisado...se não há solução, por favor me deixe fechar os olhos e por aqui permanecer fazendo fotossíntese, fumando um cigarro;
Não suporto mais me lembrar quem tento ser...sobretudo, sobre ser original o bastante para ter dúvidas acerta daquilo que sou...
Cicatrizes e cacos, para remendos não restam mais espaços...deixe-me em paz com o que restou...
Este eterno papel a cumprir de palhaço, esta eterna condição de ter de sonhar acordado...
Ter a realidade, como resultado...das orações que me esqueci, de caminhar mais junto a mim no passado, lado a lado...
Uma dose a mais por favor, há vida lá fora, eu sei...meu senhor;
Vá viver, faça o que lhe aprouver...mas, não aprove o que eu disse ou eu disser...
Sequer acorde, quem prefira um teto de concreto como testemunha fiel para se inspirar, imaginar...escrever sobre aquilo que nunca viu ou viveu, mas talvez haja do outro lado!
Pague a conta, apague os faróis...farei muito por mim agora, ainda que fazer seja dormir...
Pois, simplesmente já me vejo cansado de ser simplesmente ignorado ou mal interpretado, nesta missão ingrata de uma eternidade a pensar por nós.





Um comentário:

  1. Eu...sou apenas, um homem. Ao menos, creio que seja.
    Se há dúvidas até mesmo sobre esta questão...aceito vossa verdade, por uma eternidade me calo...
    Pois, até mesmo sobre ter soado original sem soar um boçal a todo instante, já não tenho mais certezas.


    Por: Fernando Ordani...(até um dia, obrigado.).

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