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sábado

Misturas explosivas.








Sou...paradoxo, longe dos olhos tão próximos que insistem em não me ver...
Sou figura majestosa, monstruosa...distante de meus ouvidos, há vozes por aí, ecos e reverberação que me deixam saber;
Sou pequeno, ser andante sem alma, personificação da própria desorientação ausente de calma...
Ser que caminha por aí, supostamente alheio à tudo...dizendo sobre todas as coisas, conhecer;
Sou pequeno o bastante para abaixo de um céu poder me enxergar, no reflexo que remete à outras faces que não reconheço no espelho...me reconhecer...
Sou pequeno assim parado em meu lugar, somente para saber que minhas questões não transcendem pela pretensão de todo querer, a imensidão do mar!
Sou notório o bastante para ser presença inconstante...relativamente relevante, ser errante que não titubeia em sua fala quase muda de quem já teve o bastante...
Sabe o suficiente, para saber que vida para alguns de nós, é coisa deveras vivida de pequenas coisas aparentemente desinteressantes...transformações, sempre exigidas em um breve instante;
A voz por aí persiste...fala infundada acerca daquilo que, há muito, parece já não mais querer saber...
Perdão, por perder algum tempo que seja no silêncio...que seja para destruição da própria convicção, um prelúdio para um novo rumo, evolução e crescimento que não possa perceber;
Perdão, por estar nesta estranha condição de pedir perdão por você...perdão se contigo, de fato, além das aparências, em nada insisto em me parecer;
Somos soma de elementos heterogêneos que não se misturam, em nada que não seja confusão geralmente resultam...
Somos aqueles que relutam em crer, persistem além dos limites de muros impostos pela própria segurança...somos aqueles que entram na dança, pagando pra ver;
Sou apenas diferente, perdão se por minha natureza distinta...sempre hei de deixar alguém mais, descontente;
Nem melhor, nem pior...vidas em comparação em humana condição, perda de tempo quando há um horizonte para quem queira ver, um pouco maior...
Quem sabe sobre os segredos que a vida nos reserva...quem sabe, sobre aquilo que permanece por excelência de se afirmar em sua suposta estupidez, ou aquilo que se pareça com coisa insípida mantida em conserva?
A vida e o destino nos dirá...quando alguém por definitivo deixar a necessidade de provas pra lá...
Quem de nós, era realmente a voz digna de ser lida, ou de se escutar.




Um comentário:

  1. Deixe a própria vida, de tudo se encarregar...deixe a voz fagulha, prenúncio de explosão, calar. O destino de tudo há de se encarregar...a vida em si, possui planos muito maiores que os de nossos egos, para se preocupar.

    Por: Fernando Ordani.

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