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sábado

Meu rico dinheirinho...




Cansado, deste vem e vai...mãos cheia de vazio, despensa sentindo frio, farto...desta chuva ilusão de fartura, nuvens carregadas de esperança que o vento leva, nada cai;
Senão minha cara no chão, sequer os papéis contados e devidamente separados...bastam para pagar o ar de má qualidade que respiro, o gás de um botijão...
Deveras, dinheiro na mão de pobre é avião...voa para longe, sem parada sequer de "escala" e segue a lamentação;
Após mais trinta dias de alegria...redigindo os papéis, documentos "fiéis", carimbando...lavando o teu chão..
O que resta é nostalgia daquilo que se espera desde o primeiro dia, o que resta é um cigarro ou um trago ao final de uma jornada ingrata de admoestação;
Esperando que algo mude, mas mudança é sempre motivo para aflição...
Vida de pobre sem face, sem identidade que não seja para revistas eventuais, provar que não seja um ladrão...é realmente, uma viagem na contramão;
Contratempo, sempre correndo atrás do lucro...alcançando sem querer o prejuízo, prendendo este por entre as mãos;
A cigana mentiu, o "bicheiro" da esquina me iludiu...não ganhei na loteria como alguém previa, como meu sonho queria...
Meu décimo terceiro, antes da celebração do nascimento do "Cordeiro", há tempos já sumiu!
Agradeça a Deus por estar vivo...quem disse isso, com certeza não sabe sobre viver, sobreviver, como eu vivo!
Dinheiro não compra saúde, não compra paz, não compra o amor de um coração...
No entanto, que mal teria se um pouco ao menos restasse, para comprar as roupas de grife que descarta e vesti-las...afinal, também necessito de algo para ser, em tempos de "ostentação"!
Um carro velho qualquer, uma dama de baixo custo, mas raro valor para servir de mulher...
Cansei do velho discurso que me peça para esperar, há tempos perdeu-se por aí também, a paciência com a leniência deste discurso decorado sobre "quando Deus quiser"!
Um abono...uma graça concedida! Deus do céu...a geladeira velha queimou, novamente lá se vai minha pequena quantia...
É, quem sabe o ciclo desta história seja rompido, quando achar uma saída que seja pela tangente, que seja pela porta dos fundos furtivo...
Ou altivo, pelos portões da frente, um dia.




3 comentários:

  1. "Sêo Madruga" explica..."Caco Antibes", complica! rsrsrsrs.
    Apenas uma brincadeira...tão real, que não tem graça alguma.

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