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terça-feira

Marcas indeléveis.

Não passe por aí apenas por passar, não deixe seus próprios passos para trás...em favor, daquilo que andam lhe pedindo;
Não lance âncora ao mar, não encontre porto seguro na insegurança de um humano lar...coisas que não completam, mas apenas estejam te impedindo;
Não siga as setas, as vozes dos algozes e seus asseclas...não siga aquele por aquele caminho, que indica a mão do desamor e te exponha ao perigo...
Faça prevalecer em teu rosto um semblante de desgosto, face despreocupada num passado perdida...que caminhava por aí sorrindo;
Sem motivos para ser, sempre carregado de bons motivos para estar...não ceda tua vez ao ávido que tem sede e cegueira o bastante para lhe afogar;
Hordas que caminham por aí guiadas, adestradas...não pare no portão, rotas em auto estradas que sejam certeza de colisão...
Evite um passo além dos limites invisíveis que mostram somente tua intuição, que sejam iminência de eterna prisão;
Concessões e permissão por demais, caridade com os canibais...seres imorais, irracionais...
Alguns casos carecem de toda compaixão, de alguma atenção...outro caos, nada além de ser deixado na poeira do esquecimento, para trás...
Serão meros elementos banais, com muita voz e pouca atenção, pouco coração...
Muita capacidade de extração de seiva, subtração e fazer cessar tudo aquilo que seja vital...tua própria respiração!
Não passe, sem deixar que notem em tua presença algo além de um corpo...
Todavia, se não valer a pena para ali permanecer...perpasse desapercebido, deixe fluir, misture-se aos demais, finja-se de morto;
Não deixe a marca daquilo que o vento se leva ou a chuva apaga...deixe para trás alguma bagagem que faça pesar, deixe boa semente daquilo que valha a pena ser verbo em outras vidas e se propaga após tua partida...
De preferência, que seja bom o bastante para ser legado em forma de flores que valham a pena regar...
Sobretudo, que seja algo que faça remeter por um segundo que seja...sobre a maravilha de estar vivo e saber algo sobre se amar.



Um comentário:

  1. Deixar a essência...aquela reminiscência que traga uma lágrima ou um sorriso, ao se lembrar de tua passagem, tua presença e agora, tua ausência. Somente, ser for bom aroma para permanecer e se distinguir dos demais...vidas são sim casos particulares por demais e especiais, para que sejam todas tratadas, de maneiras iguais.



    Por: Fernando Ordani.

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