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segunda-feira

Grandes feitos...o passado, era perfeito.




Não disponho mais de tempo para mim, não disponho de tempo a mais para nós...
Disponho de tempo de sobra para sobre nada pensar, dispenso inspiração e pensamentos caminhando de mãos dadas com o acaso, a sós;
Sobre o céu já não há mistérios, sobre mares e sonhos tudo já fora desvendado, descrito no verso mais sensato e mais bonito...desnecessária se faz agora a novidade que seja pretensão da voz;
O nada traduzido, horizontes longínquos já explorados...alturas vertiginosas já descritas, descobertos os mistérios acima e abaixo das nuvens, estranha é a inspiração que peça pra que permaneça calado;
O grande evento de outrora...agora, reduzido à sua indevida insignificância, passa desapercebido...
Melhor seria, se aquele toque de mistério em tua porta...errasse seu destino, não cruzasse teu caminho, fosse bater à porta do vizinho;
O inimigo sempre imaginário...a beleza da flor e do sentimento supostamente vivido, sem sair de dentro de um quarto;
Nada soa como outrora, quando trocava passos...trôpego, embriagado com doses exageradas de infortúnio, mundo afora;
Especial por demais para que fosse humano...humano, o bastante para ser especial, essencial apenas para si, frágil forma malfadada às tuas desventuras e teus enganos;
Aprender com os intrépidos do passado...exposição de um ponto de vista diversificado, controverso, apenas para que possa soar como um idiota renovado;
Um novo olhar, sobre coisas já vistas e por demais faladas ou escritas, de antigamente...
Um novo pensamento, um breve momento que peça por atenção, breve reflexão, ou ponderação...de gente estranha, que nada se assemelham com os povos de antigamente...
Tudo, tão próximo e tão distante do ideal de tua mente...tudo tão paradoxo, verborragia por demais que jamais satisfaz e sempre há de soar tal qual ao sonoro e inócuo "nonsense";
De fato, peço que pense...se pensar por um segundo em seguir por estes passos de um caminho pisado, veredas abertas pelos originais da voz prevalente...
Peço que pense, se vale a pena escrever...se vale a pena dizer, quando muitas bocas sobram para falar e muito pouca compreensão daquilo que se diz, seja aquilo que limita...
Separa a intenção de quem observa, por vales de ignorância abertos por quem jamais entende;
Peço que pense...se o que diz, transcreve em palavras é de fato o que sente...
Se não se parece com cópia daquilo que não compreende, não se parece com suposição em palavras sem alma por aquilo que supostamente viveu e se arrepende...
Pois, tudo não passou de suposição...tudo não passou de pretensão daquele que imerso em seu mundo de ilusão, nada de novo traz à tona...não se renova, pelo fato de que nunca aprende.




Um comentário:

  1. Por vezes, nos sentimos culpados...especialmente pelo bloqueio imposto por algo, que nos deixa assim, perdidos e frustrados.
    Ah, me esqueci...o grande feito, aquilo que era por demais perfeito já fora feito em tempo pretérito, logo, não se queixe por ser preterido em tempo presente...por frases e obras geniais por demais do passado.

    Por: Fernando Ordani.

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