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segunda-feira

Eram apenas palavras.

As palavras, me pediram pela prosa...no entanto, já me cansei de todo chumbo que sucede a entrega de rosas...
As mesmas palavras, me pediram por aí por um verso...desconverso, prefiro que o vento as levem para que tudo se pareça pesar um pouco menos, imerso em meu universo;
As palavras...me pediram por um pouco mais de calma que já não havia, do papel me afastei, um papel recusei, cedi somente o silêncio a elas...a mais sábia das respostas que eu tinha;
Palavras, que eram as tuas...mas, poderiam a qualquer momento se parecer com palavras minhas!
Do céu que na realidade desconheço, um pouco me esqueço...troco palavras, por um salvo conduto para transitar pelas ruas sem pavimentação, de minha utopia;
Para tudo aquilo que acenava com as mãos, insinuava coisas...incitava com bons argumentos toda forma de precipitação sem prévia sublimação, condensação...
Dei de ombros, um pouco de proposital miopia;
As palavras me pediam, mas se nada nelas continham...que não fossem novas questões para velhas controvérsias, dei aquilo que mereciam...
O sonoro silêncio, rompendo barreiras...ao transpor muros, fazer arrancar um sorriso ou derramar lágrimas em lugares escuros, soando como a mais profunda forma de poesia!
Se a vida de fato ensina, das palavras de outrora inocentes...fiz memória, guardei para a história se lembrar, ou se esquecer de nossas desventuras líricas que evitam a mudez da suposta sabedoria;
Longe dos olhos de quem deseja defeitos, analistas de vírgulas, aposto, vocativos...sujeitos, ao julgamento da hipocrisia;
Era por detrás de vidraças que expunha aquilo que necessitava de solo fértil para florescer...
Por detrás de mentiras verossímeis, pedras afiadas e teleguiadas com a precisão de mísseis...me esqueci que a missão, era nada além de sem pretensão de ser, sem intenção, ambição de querer por querer...
Era nada além de coisas que fossem sentimentos transcritos da mais pura essência daquilo que restava de alma ou coração, que de fato traziam um novo propósito para fazer um outro dia amanhecer;
Aprenda a não respirar...quando sobre ódio, sobretudo for aquilo que as palavras como mensagens indesejadas venham para inspirar, presente indesejado do destino a oferecer...
Inspiração de maldição que transforma reticências em intransigente pontuação, te torna reticente sobre tua própria identidade, ou tua suposta missão...
Deixe as palavras pra lá e mantenha-se longe de qualquer confusão que causa a proposital incompreensão quando nada de fato, tenham a dizer...
Quando palavras somente a si mesmo restam...como bom alento para tentar, com algo que não sejam banalidades para se encantar...
Quando sejam somente para a si mesmo, convencer. 




3 comentários:

  1. Se teme por suposta embriaguez...evite, um trago a mais que roube tua lucidez.
    Se teme palavras, por estas indevidamente compreender...evite roubar destas o mistério de encantos, transformando em questão para argumentação aquilo que fora feito com carinho para se sentir, não necessariamente para entender.

    Por: Fernando Ordani.

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  2. Palavras viram versos com aquela prosa.
    Digo que elas seja capazes e dignas de ficarem gravadas em nosso inconsciente, movem e misturam-se no contexto de nosso destino. Esta não é somente da boca pra fora, é  inevitavel dizer que não...Por este motivo, palavras simples e sem sentido o vento pode até levar, porém permanecem em registro por excelência, quando se abre verdadeiramente o coração....

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    Respostas
    1. Era...a primária e ulterior despretensão. Fazer, somente pelos propulsores que lhe impulsionam e proporcionam o prazer de ser, a paixão.

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