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quarta-feira

Era uma vez, sua vez.




Disseram que era caso raro, coisa rara...novidade que todo ouvido ávido por coisa reciclada aguardava;
Era o segredo, revelado que o próprio destino escondia...tipo singular de inteligência, voz de vanguarda da sapiência, que se encontra em qualquer esquina;
Uma face diferente, que da multidão não se distinguia...vestindo o mesmo rosto todo dia, a mesma camisa desbotada...
Cara cansada de um rosto afeito ao desgosto, que aos poucos se iludia;
Disseram que era fascinante, palavras eloquentes de um tolo verborrágico pouco falante...facilmente fascinado, à espera por um porto...
Um náufrago, uma fraude inspirada por frivolidades...uma mão de tinta na fachada renovava os ânimos e vaidades, um príncipe digno das calçadas a ocultar outra lágrima de desgosto;
Uma mão, outra máscara em meio a uma estranha multidão à procura...
De confusão...a buscar em outras jazidas pedras preciosas, longe das profundidades e perigos dos mares que escondam as pérolas de verdade...em falta de diamantes que pesam, serve a pedra bruta;
Alimenta a chama de esperança em alguém que espera, até que todo caminho conduza à loucura;
Era uma vez, sua vez...mas, para todo conto assim tem um ponto inesperado que encerra uma história de histeria, efusividade...mentiras com toda a sinceridade que roubam a lucidez;
Aqui jaz...uma história de mais um que acreditou, no ouro de tolo, no mapa da mina vendido de olhos vendados...era apenas por um dia e nada mais;
Um mergulho nos mistérios do escuro...
Um suspiro por prelúdio de romance com coisas desconhecidas, flerte com a palavra que soa como poesia, troca de todas tuas certezas pelos sentidos entorpecidos e êxtase que se sinta no inseguro;
Era a metade que faltava, era o meio perfeito para o fim dos planos ocultos de quem planejava...
És agora nada além daquilo que resta, metade descartável e usada por demais que não presta...ausência de suposta originalidade, que ninguém notava;
Disseram, mas mentiram...omitiram sobre coisas que nada se pareciam com sabotagem premeditada, mas você acreditou...
Que pena, passou o tempo, passaram vidas, passou para o passado...preterido agora, por quem lhe tinha como querido, no ostracismo do limbo restou...
Foi original, foi leal, fez o melhor que a própria voz da natureza, em forma de belezas em teu coração semeou...
Todavia, floresceu por demais, tua essência e teu brilho intenso sem pretensão de ser, o brilho de outro alguém que supostamente não pode ser afetado, ofuscou...
Parabéns, escritor do dia...pretenso poeta, com teu caderno cheio de rabiscos que abriu, com teu coração que apenas sangrou...
Réu, condenado em um tribunal de tribos hereges...as pessoas escolhem, o destino elege...
Teu legado em forma de letras...para o vento, ou olhares atentos em um futuro distante deste contexto, deixou.








Um comentário:

  1. Repousa sobre este papel em branco para sempre...deixe de sentir pena de si mesmo, esquece este deslizar de esfera.
    Liberte-se, saia do covil das fera...eram nada além de promessas, se todos já se cansaram não mais interessa...segue tua cena distante das telas, lá fora em meio à multidão e longe de tua nuvem de ilusão...a vida, deve se parecer mais bela.

    Por: "Um cara que escreve...Fernando Ordani."

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