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sexta-feira

Entre amor e desejos.



Ative-me, mas não contive-me, adiantei-me de teus passos...
Eram nossos os planos, eram outros enganos, outros corpos estranhos...me saciando, longe de teus abraços;
Destino detetive que detesta a perfídia, a lascívia de juras em falso...perjúrio sobre caber apenas em teu mundo, girar em tua rotação, tua atração, mas caber em outros espaços;
Era a estrela maior em meu céu...mas, um olhar de ambição, de caçador por sua natureza afeito às conquistas de coração, encantava-se com outros astros da constelação;
Era de teus beijos o mais doce sabor do mel, era de mim mesmo toda ojeriza que sentia...em meu âmago de conflitos, paladar dividido com gosto estranho...por deitar-se em vários leitos...
Outros corações, outros peitos...aninhar-me em outros seios neste estranho giro viciado de carrossel;
Dois suspiros, um suspeito...crimes imperfeitos deixando marcas de um delito, marcas de arrependimento de outras digitais em meu corpo...
Corpo e alma, que entreguei em suposta perfeita fusão...mente confusa, trocava teu jeito singular de amar, por uma noite qualquer de intensa emoção;
Perdão, mas não consigo lhe contar, confessar aquilo que já decifra decepcionada em teu olhar, sobre minha traição;
Perdão, mas não me conhecia até então...entreguei coisas que sequer me pertenciam, à forma divinal de pureza que me acolhia com incondicional afeição;
Troquei a noite pelo dia...a dama que me esperava, pelas poses e apelos de coisas que meu peito rejeitava, mas meus instintos em volúpia insaciável, tanto queriam;
Troquei promessas de uma vida que se parecia plenitude, uma metade que ma fazia sentir pessoa inteira...
Pelo canto da sereia, por nuvens passageiras...coisas traiçoeiras, que me condenam sem precedentes à prisão perpétua de teu olhar modificado de geleiras;
Ative-me, perdão...reitero,  mas não contive-me...por um minuto de distração, estou eu a penar na solidão, sentindo ausência em vida daquilo que mais estimava por culpa da tentação...
Que pula muros, destrói aquilo que a confiança constrói com a mordida mortal da maçã, serpente em forma de bicho que se manifesta naquilo que se chame por gente e chega sorrateira.


Um comentário:

  1. "...porque quem gosta de "maçã", irá gostar de todas...PORQUE TODAS, SÃO IGUAIS?..." - RAUL SEIXAS.

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