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terça-feira

Um sentido, em outra vida.

Fumaça, inspiração...exala aquilo que não compensa, não condensa, somente se precipita e não faz chover;
Visão outrora perfeita, agora é cegueira que me traz a certeza de nada ser...
Coisas tão próximas e distantes do toque que quem nada sente, espelho cruel que reflete desespero de um olhar aflito por nada ter;
Neblina densa encobre caminho adiante e seus segredos, medos de dor lacerante e intensa que não permite ver; 
Coisas banais, vida cheia de vazio, repleta de motivos...
Para sorrisos e lágrimas que fossem de alegria...anestesia, sinestesia faz prisioneiro entre paredes, um palhaço do destino;
Saber ser suficientemente bom para si, para sentir-se pleno com momentos a sós...sol se escondendo por entre nuvens eternas de um passado,  me faz limitado...
Vida me fez contraditório e personificado paradoxo, pequeno por demais para pensar em um plano pra nós; 
Ótica distinta, diversa, difusa...criança crescida confusa, atenta às coisas pequenas, alheia às coisas triviais...
Perco-me nas palavras, fugindo das verdades...escravo de meus vícios e vaidades, sequer aprendi a ser um filho para que fosse deveras um pai;
Vales tenebrosos, travessias indevidas que alheio aos perigos de perder-se para sempre, atravessei...pedaços meus que por aí deixei;
Alma ausente em um corpo de um vadio a perecer, passos que se repetem sem propósito, coisas que se façam por ter de fazer;
Pulmões repletos de fumaça sem ar para respirar, olhares perdidos pelo nada a divagar, desespero que se oculta por detrás de face impassível...impossível não perceber;
Das profundezas deste subsistir, das maravilhas de viver na superfície e ser de fato, livre...talvez, seja o que sempre sonhei;
Ensinar aquilo que não aprendi, explicar com mais dúvidas aquilo que jamais compreendi...
Mentir novamente para si mesmo, agora distante das letras, longe da utopia de uma ilha de paz e sabedoria que para um eu distante de mim, criei;
Ciente de que nada sei, sigo por caminhos tortuosos de espinhos das rosas que jamais plantei;
Semente de mim agora é vida, flor despida esperando por um espaço neste abraço...
De braços arredios, que esperam aprender sobre o sublime de que muito falo, desta redoma de vácuo de onde tudo invejo e vejo;
Perdão por aquilo que trago, no peito...pois, se ainda são aparentes as feridas abertas, que se fechem após sentir na pele quiçá um arrepio, seu primeiro olhar, teus primeiros anseios;
Perdão, me sinto assim perdido neste estranho sentimento sem sentido, já tentei mudar, mas não acho outro jeito...
Hora de me refazer, hora talvez de parar de sobre a mesma tecla sempre bater...hora de criar para você, o ideal que sonhei pra mim um dia, sobre como seria um mundo perfeito;
Por você, coisas que um mundo de injustiças...ou, injusto que fui em minha pouca sabedoria comigo mesmo, jamais teria feito;
Num olhar distante do pretérito, de onde parecia enxergar o infinito...sufoco de minha alma este grito!
Entrego em tuas pequenas mãos, meus sonhos de juventude como legado, lhe entrego as chaves das portas que deixei passar sem abrir...
Para que sejam certeza em meu derradeiro ato de sorrir, de um futuro que lhe traga o melhor dos destinos;
Que seja tua a minha proteção, projeção de tudo aquilo que não vi e teus olhos possam enxergar...
Como o caminho florido que agora, de semear, me certifico...para lhe assegurar, que seja simplesmente um sonho renascendo em outra vida, o sonho mais bonito!


P.S: Finalmente livres de mim...finalmente, liberto para ser mais eu e livre de vocês. Finalmente, dono de meu nariz, de meus passos, livre...para prestar contas somente a mim mesmo, sobre meus acertos ou erros, sobretudo, sobre minha estupidez.

2 comentários:

  1. O que eu deveria dizer? Tchau?...prefiro omitir o que sinto.
    Minhas letras, ao menos, sei de onde são provenientes. Pessoas de coração e alma ausentes, corpo e ego presentes, pensando em superar alguém, quando há espaço para todos...com rimas que agradam aos ouvidos de pessoas com pouco discernimento, pouco sentimento, gente sem sentido.

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    Respostas
    1. Foi mal aí...não sou o "homem do Cajado Sagrado", que fez um mar que não fosse de sangue, se abrir entre nós...rsrsrs

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