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terça-feira

Um bom dia, diferente.

Faz frio lá fora, esfria aqui dentro, ar rarefeito...
Peça um copo de café para esquentar onde não haja copos, neste pedaço de paraíso tão inferno...onde tudo se parece perfeito;
Fumaça esquenta, atordoa cabeça...fingindo pra si mesmo que algo que se dependure no pescoço, ostenta no peito, não te torna descartável...
Assim como os copos, assim como o cigarro...tal qual ao desprezo de conhecidos e a frieza que enfrenta logo cedo;
Intempestivo que já se espera neste frio, irascível neste lugar doentio, vertiginoso ter de estar para permanecer...
Estar neste lugar de gente normal, faces que se confundem e façam confusão...um pouco de caos para tua harmonia, um pouco de tormento em seu sossego para um desnecessário sofrer;
Frio sopra e se parece castigo, açoite é imposição que faz doer, sem na pele que arrepia tocar, pele despida de abrigo...
Um bom amigo, contra frustração que se enfrenta do olhar do inexpressivo que fala de simpatia, contudo parece detestar em seu discurso fora de sintonia, a si mesmo;
Contradição, logo cedo era pra ser visão leve de perfeição...ar puro para se respirar, sem precisar de fumaça no peito...
Evita faces, evasivo dribla sono e disfarces de pessoas mascaradas temendo reflexo diante de espelho;
Respeito é o que se peça, todavia respeito é o que não se via, era peça fundamental que fazia falta...fazia frio, neste sonho misto de pesadelo;
Mais tarde, há de ser melhor...mais tarde, decerto será distinto de tudo isso como num passe de mágica;
Quem não desejava um beijo de colibri, não necessariamente pedia pelo sangue do olhar dos abutres, de seres tão especiais para si somente...seres fúteis e toda falácia;
Da carranca de instantes...uma lição de moral de quem nada tenha a oferecer;
Sirva-lhe nada além de uma dose amarga de absinto, sem copos...mas, suficiente para entorpecer, enlouquecer...
Pare o carro, pare este carrossel insano de repetição desnecessária...pois, nesta fumaça que narina exala, gostaria de, juntamente, esvanecer...
Pare tudo, pois me apetece e há de ser de mais valia aquilo que paira no ar e ninguém nota...do convívio dos amáveis idiotas, um dia gostaria de desaparecer;
Um bom dia de maldição por entre os dentes evitar, um pouco mais de realidade em minha utopia de perfeição, longe desta travestida fala de maldição, omissão...
Pára tudo, para num bom dia que fosse deveras diferente, alguém que ousa sonhar poder viver!
Ainda que o idiota seja eu, ainda que eu tenha alguma razão em minha pretensão, meu lamento e por um momento...cegueira faça ver que o problema reside em você.




Um comentário:

  1. O que eu deveria dizer? Tchau?...prefiro omitir o que sinto.
    Minhas letras, ao menos, sei de onde são provenientes. Pessoas de coração e alma ausentes, corpo e ego presentes, pensando em superar alguém, quando há espaço para todos...com rimas que agradam aos ouvidos de pessoas com pouco discernimento, pouco sentimento, gente sem sentido.

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