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terça-feira

Todo cão, terá seu dia.

Que o dia de toda suposição, não falhe!
Se não me falha a memória, a promessa ainda está em pé...e espero que não se deite por ser demasiadamente tarde;
Num canto, pra chamar por meu, até mesmo as baratas feitas de sonhos e letras, com meus monólogos, devaneios poliglotas...
Versos sem rumo ou rimas, verbo sem tempo, silêncio da prosa...se encantam;
Tudo, até mesmo a poeira que se deposita sobre minha pessoa aos poucos, se levanta...neste dia, tudo há de dançar, conforme sugira o compasso de minha dança;
Minha batata, há tempos no forno espera por dourar, meu sol espera para sair, meu céu sempre cinza espera se colorir de realidade, para que eu possa sair!
Se ao acaso, comigo se deparar, não perca muito tempo a reparar...pois, quiçá eu esteja tal qual ao louco, definitivamente sem sentido, quando todos estejam plenamente entorpecidos, a sorrir...
Se, por acaso, me encontrar por aí, certifique-se que seja por alguma satisfação meu sorriso, que não seja por minha própria desgraça...
De minha loucura que piora a cada dia e não pára, não cessa não passa... lugar onde parei por uma eternidade, ponto de onde não saiba mais sobre prosseguir;
Que haja um dia que para meu próprio mal, seja a cura...que não sejam mais mentiras soando como verdades vindouras, carne crua;
Que a virgem vestal que me espera, se é que ainda esteja a me esperar...em respeito à minha avidez, ansiedade, já se encontre devidamente despida, beleza em suas formas perfeitas, nua!
Que haja lua para iluminar, vinho sem necessidade de me embriagar...boa companhia, para sobre algo que se parecia tão errado, mas deu certo, falar...
Pois, afirmo sem hesitar...que se uma ponte alta, novamente em meu caminho avistar, à margem de mim para sempre, sem mais delongas, vou me precipitar;
Um passo rumo ao precipício dar... nenhuma travessia para cruzar, mas um bom lugar pra pular...
Pra ver, asa no lugar de braços nascer...pra ver se foi pra valer um sonho que haveria de crescer, antes do inescapável que espera aos iguais, também me sentenciar, me rotular e me acometer; 
Antes de tocar o chão e tudo comigo morrer, poder voar...
Para que, de fato, eu exista em algum lugar além da pretensão, que  seja real para que não seja mais suposição...
Antes de tocar o chão, deveras sem que isso me devore de vez, me consuma...antes daquela hora temida, prevista para eu sumir, me libertar!


Um comentário:

  1. O que eu deveria dizer? Tchau?...prefiro omitir o que sinto.
    Minhas letras, ao menos, sei de onde são provenientes. Pessoas de coração e alma ausentes, corpo e ego presentes, pensando em superar alguém, quando há espaço para todos...com rimas que agradam aos ouvidos de pessoas com pouco discernimento, pouco sentimento, gente sem sentido.

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