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sexta-feira

Tentativas e tentáculos.

Laços que libertam, tentativas de nós...nós que restringem, tentáculos...
Obstáculos por se superar, da boca que lhe abençoa, alguma maledicência sempre implícita no olhar;
Mesmas coisas, mesma cena...outros cenários, outras pessoas, outras vidas no discurso que se altera;
Alguns, interessados em curar teu cansaço, outros interessados em que se canse...peça para parar...
Faces tão distintamente parecidas, mundos opostos para o mesmo plano de perfídia quase perfeito...ofídios dispostos a lhe vigiar;
Aquilo que não seja luz, aquilo que não tenha valor de ouro...não será quantia, quantificável, será humano por demais para que mereça ser descartável e tenha alguma importância do tesouro;
Teu cansaço, que não caiba no espaço de uma vida que ocupe todos os espaços...vidas dona do discurso, vidas com solução para o mundo, mas dúvidas sobre seus próprios passos;
Laços, por desatar...pessoas que somente mudam maquiagem para dissimular...
Discursos a se repetir, eco infeliz a enlouquecer, reverbera por dentro tudo aquilo que traga uma dose de caos desnecessário, onde no silêncio alguma paz havia por se encontrar;
Conflito de interesses, mudam os papéis, mas tua posição de palhaço protagonista sempre garantida...
Muda tudo, todo um mundo...mãos, que tentam fazer girar no compasso de sua própria ambição, projeção de frustração que pesa sobre outras vidas, impeça de fechar velhas feridas;
Cada mundo, uma rotação...cada passo, uma direção...
Se era respeito o que queria, respeitosamente o sábio omite voz e lhe remete um manifesto para apreciação...
Sobre o quão depreciável é tua figura, sobre lembranças de que não se pede por coisas, quando se persiste em caminhar pela contramão;
Encontro colisão, encontro em desencontro de palavras, desencontro de mundos, destruição é mau presságio para toda iminência que não necessita de previsão;
Laços que libertam de mim, me prende a vós...me sufoca a voz, me pedindo para parar, desistir;
Laços que de fato, selam união sem necessidades de prender, sem medos de algo perder antes de ganhar...lhe trazem algum motivo para persistir, prosseguir, batalhar;
A voz imperativa do algoz que fala, a voz de mensagens quase indecifráveis de um destino que ao teu ouvido somente fala...
Sobre um sol, que espera em um horizonte que ainda não se avista, não se avizinha, para teu cansaço justificar...
Para tudo o que seja escuridão esclarecer...para uma vida ou mais, modificar;
Deixe o que seja estrela, ou pretensão...sonho de um iludido sonhar;
Deixa tua boca que nada acrescenta, senão mais problemas, por um minuto ao menos se calar.





4 comentários:

  1. Somente, alguma palavras: Eu não tenho culpa, de não corresponder ao plano perfeito que pensara para mim...perdão, se algo não saiu direito. Fora somente tua vil pretensão, audácia em tua ambição de guiar vidas, transformá-las em meios para teus fins.

    Por: Um cara, que é capaz de pensar por si...FERNANDO ORDANI!

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  2. Sabe Fer entendo e muito, penso assim das lutas, adquirimos experiências, das dores, o crescimento. Das ofensas, aprendi o valor do perdão, agora das rejeições inesperadas, o valor da ingratidão. Mais ou menos assim menino.

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    Respostas
    1. Quem não luta, de fato, não aprende...quem não se dispõe a estar, jamais será. Das palavras diretamente ditas, aprendi o quão desnecessárias são as dúvidas deixadas por toda sorte de ambiguidade.
      Aprendi a ser grato, a tudo aquilo que mereça minha gratidão...ademais, há de ser sempre por demais e dedico de coração, toda minha rejeição.
      Grato, pelo comentário.

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    2. "Há bocas por demais querendo falar, poucos ouvidos que mereçam ouvir...há muita gente querendo ensinar, sem sequer um tempo, no tempo de uma vida, ter se dedicado a aprender e evoluir. Da lógica desarrazoada de quem observa tudo de cima do muro, prefiro me omitir."

      Por: Fernando...

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