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terça-feira

Sonho era meu, vida era tua.



Não costumo acender a chama, onde não valha a pena queimar...
Se serão apenas cinzas, daquele tudo do passado, seja o que resta para se lembrar;
Que não fui capaz de impedir, que orgulho bradou mais alto dentro de mim...
E fez, um olhar conformado em perder, te deixar partir;
Não me apraz, acender um fogo fugaz naquilo que nasce, somente para ser dor de  "nunca mais"...
Coisas que não se pode apagar, preço a pagar por acreditar que o nosso para sempre, agora é nada além de um sonoro "tanto faz";
Algo que perturba a mente, algo que deveria ser eterno...contudo, insiste em ser distância e no peito se converte em dor que desatina em doer e não sai;
Se apegar, em cúmulo de desamor próprio, aos amores indevidos...frágeis embarcações à deriva, parecidas com portos seguros na distância de um olhar;
Naufrágio, destino sem rumo certo afoga em mar de lágrimas um sonho, uma esperança de reviver além de pontos que determinam tudo o que seja finito...
Na espera inútil de que seja perfeição em forma de amor mais puro, o mais bonito;
Timoneiro maldito, lança tua âncora...vida lança novamente seus dados e deixa acontecer, deixa morrer aquilo que me faz aflito;
Tudo parou, partículas de nós se estilhaçaram...pedaços que contigo partiram, partes de mim que não mais se encaixavam;
Tempo pára, somente para ser saudades de nós que se desatam em algum lugar...
Vento leva, leva aquilo que não deve permanecer para ser eterno...para apagar uma chama, acender o fogo para um outro alguém, além do meu olhar;
Tudo parou, naquele dia de infelicidade, fatídico...
Quando os fatos fizeram conflito, confusão daquilo que se parecia imperecível, mas se estragou e sem querer, dissociou;
Nada restou...senão um para se lamentar, outra vida para seguir além mar...
Uma brisa sequer de alento, para mitigar o sofrimento deste eterno apaixonado pela idéia de viver algo para eternizar;
Naquele espelho que refletia ausência de alma, um rosto onde se traduzia toda esperança que contigo partia...
Imagem, ainda era espectro de presença tua...reflexo daquilo que restou para ser saudades daquilo que não merecia ser, era minha.

4 comentários:

  1. Longe de ser perfeito, mais uma noite sem dormir perturbado por idéias que pediam por ser transcritas.
    Longe de vocês, vou viver algo que se pareça um pouco mais com vida.
    Adeus...de um idiota que se atreve, suporta pesos que ninguém por aqui carregue. Alguém que tem algo mais a fazer, além de prestar satisfações ou satisfazer ao ego vazio de pessoas vazias, quando nada...a não ser a si mesmo, devia.

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    1. P.S: "Certos pesos que carrego, somente me fazem ver que posso ir além, serão sinônimos de boa saúde e me fazem crescer. Pesos, que sejam projeção de ódio gratuito advindo de pessoas, somente me fazem enlouquecer, aos poucos adoecer e morrer...PORTANTO, VÃO SE FODER!"

      POR: UM CARA QUE OUSOU, NAS LINHAS DE SUA PRÓPRIA HISTÓRIA, ESCREVER.

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  2. Fernando bom dia, não vou pergunta se está bem, porque vejo que está muito cansado. Estimado, as coisas são desafiadoras, e desanimador tornar-se quando passamos à entregar muito de nós para os demais certo? Enquanto nos dizeres dos hipócritas "CONHECIDOS" como modinhas da vez, afinal fazer frases prontas é fácil quero ver se empenhar da forma que observo que faz; Queria lhe convidar para fazer uma poesia, o sentido? Não deixar morrer o que foi dado à nós, não aos "DEMAIS" dei muita importância para eles, me frustro dessa forma, por não conseguir me confirmar. Se possível aguardo resposta e mas uma vez com o pedido de não desista assim, como eu desisti, porque é por inspirações vindo de você, que ainda rabisco meus papéis, para não enlouquecer. Beijinhos Marta Viaña.

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    1. Sem palavras o suficiente para agradecer...mas, o que serão as palavras, sem um sentimento verdadeiro de gratidão, sem a alegria que faz uma fagulha reacender na opacidade de um olhar, que nada enxerga adiante além de escuridão.
      Marta Viana, os papéis servem justamente para isso, eles aceitam tudo porque tudo compreendem.
      Melhor entregar a eles nossas melhores intenções, para que não sejamos mal interpretados, apenas...eternos incompreendidos.
      Um abraço!

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