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segunda-feira

Sobretudo, sobre tudo.

Quis dizer tudo, sobre todas as coisas...sobretudo, acerca das belezas transcritas, novidades frescas do plano das idéias...
Mas, tudo é mera pretensão de meu ego, pois sequer as coisas saberão tudo sobre elas;
Tudo...algo que fosse pleno, fizesse de mim ou alguém mais um pouco mais completo, pois sou assim tão metade...
Sou parte daquilo que não dizem de mim, não sou seu Messias, mas também não tão ruim assim...parte de mim ainda é coração, compaixão, com quem me detesta sem motivos, sopro de piedade;
Sou plano interrompido, sou vaga-lume com brilho incapaz iluminar por além da noite de um dia...ainda que intermitente, inconstante, intempestivo, sem motivos insisto em magia sem encanto, tão minha;
Quis dizer tudo, sobre todas as coisas...ler as verdades das mãos do destino, através do olhar de um cigano;
Contudo, se as coisas pouco me conhecem, fomos apenas capazes de fazer de nossa pretensão, ledo engano...
Daquilo que fossem deveras verdades escritas das mãos de um anjo decaído, preso à condição de quase  humano;
Tudo era perfeito, tudo se parecia perfeição por demais para que fôssemos surpreendidos com mudanças inesperadas de rota, dança de cadeiras, tribos antropófagas...
Artifícios e artimanhas de quem melhor fala dos encantos de um jardim, tudo que fosse essencial e artificial, sem essência e se faça na distância de segurança, sem saber dos espinhos da rosa;
Tudo, à partir deste nada ainda esperando nesta linha infinita de eternidades, por onde passeiam vidas fugazes...a tradução ou admissão de que nada de fato seja...
Quis, querendo que todo estar que enganasse meus sentidos entorpecidos, tivessem forma, força, alma...que tudo que se parece, pudesse transparecer diante dos olhos daquele que pela verdade somente, almeja;
Quis dizer sobre o gosto do melhor dos beijos, da realidade cinza que vivo somente de desejos...
Quimera em seus devaneios, versando em sua prosa sobre realização dos sonhos de cor azul cintilante, em um céu que daqui não vejo;
Quis, dizer sobre os medos...vividos, riscos de linhas perigosas que se consome, veredas perigosas que se pareciam com atalhos seguros, mas guardavam os piores segredos;
Quis dizer sobre tudo, para que tudo que dissesse se parecesse sólido...mas, do abstrato nada sai, num abrir de mãos vi novamente o nada de coisa que se liquefaz por entre os dedos;
Creio que muito falei, mas pouco disse...creio, que todas as coisas que quis dizer, muito mais sobre mim afirmaram...
Pois, daqueles que pouco sabem sobre si e não se afirmam, somente há de se saber sobre o dia que partiram, jamais sobre o dia quando se perderam por aí e sozinhos, naufragaram.




5 comentários:

  1. Quis, dizer sobre todas as coisas...creio, que todas elas, disseram muito mais sobre mim.
    Sem mais.

    Por: FERNANDO ORDANI (um cara, que escreve).

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  2. Um cara que escreve e diz muito, sem ser modesta você é demais menino :) as vezes me pergunto de onde vem tantas coisas, a resposta pra mim fica tem coisas que não ja explicação elas surgem .
    Perfeito! Aida é pouco \o/

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    1. Perfeito...sempre será um questionável conceito. Especialmente, em um lugar onde se peça por reconhecimento sem nada reconhecer, onde se peça por conclusão de coisas que toda leniência impede de ter feito.
      O medíocre que lhe desrespeita, é o mesmo infeliz que quer lhe ensinar sobre as coisas da vida que nada sabe, especialmente sobre respeito.

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  3. Para nós escritores, não sabemos a hora de dizer muito... só dizemos o tanto que precisa ser dito! Estou encantado com tudo que vi, sou seu admirador meu nobre poeta, atenciosamente Vinicius Tonelli.

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    1. Senhor Vinícius Tonelli...primeiramente, uma HONRA imensa saber que meus dizeres, alcançaram vossos olhares.
      Muito agradecido, pela menção elogiosa, pelo excelente comentário (afinal, o que haveria de se esperar). Seja sempre bem vindo, amigo!
      Grande abraço, do "cara que escreve", Fernando Ordani.

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