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sexta-feira

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Quando nossa casa caiu, bifurcação inesperada de nossa união inseparável, nos dividiu...
Quando quase ninguém viu, nenhuma nota pequena em um lugar de desimportantes que se atribuam relevância, deu notícia...sentiu falta de um pobre diabo que sumiu;
Quando todos olharam, nas manchetes estávamos...com o fogo a crepitar impiedoso que queimava algo além de nossa morada, muitos se alegravam!
Ninguém, em uma terra de falsas juras e promessas ao nosso lado estivera, que não fosse para algo de nós levar, um de nós conduzir aos confins das desgraças que se vive em um esquecido lugar;
Quando nossa casa caiu...a fera que espreitava com cara de paisagem, sorriu ao nos ver chorar...
Quando da estupidez se ouçam os brados de maledicências ininteligíveis, em altos decibéis a vociferar...tudo era ouvido ao redor, todos sempre prontos a "ajudar"...
Regando a fogueira com um pouco mais de gasolina, para aos ânimos arrefecer...em um lugar de desocupados, a trama alheia rouba facilmente a cena de quem nada tenha a fazer, senão parasitar;
Éramos assunto do momento, quando nossas desgraças se espalhavam nas vozes vorazes que sementes de maldade espalham ao vento...
Éramos completo esquecimento, quando trabalhávamos por nossos sonhos até algo dar errado, quando trabalhávamos pelos alheios anseios, para que alguém permanecesse parado por além de um breve momento...
Éramos adubo para desenvolvimento e progresso, da ordem imposta por alguém mais na terra de ilustres excrementos;
Inesquecíveis vidas tão ímpares, em um lugar onde não passamos de fato, por números...altamente descartáveis, muito relevantes no discurso prenúncio de admoestação...
Éramos um, éramos seis, éramos mil...quando tudo ruiu, quando a casa caiu, quando o boçal sem coração sorriu...ficamos no plano imperfeito para aquilo que jamais fora perfeito sequer para ser futuro  de pretérito, em nossa vil pretensão...
Éramos alguns condenados, defenestrados vivendo por viver, em uma terra onde todos se parecem iguais, ilhados, alienados com sua própria ilusão...seguem a propagar os meios, sigam as propagandas de televisão!
Abutres e aborígenes famintos, devoradores de mentes, mentecaptos a cobrar teus prejuízos...em uma terra chamada, "ninguém tem nada com isso"...será lembrado por vezes, quem não seja visto...




Um comentário:

  1. Abrindo julho...abrindo olhos. Rasgando o verbo e outras coisas mais.

    Por: eu.

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