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sexta-feira

Sem rumo, um destino.

Vou para casa, esperando que ainda tenha um lugar para onde ir...
Vou deixar de pintar minha cara, pois de palhaço creio ter algo além da face, vermelho de sangue em meu nariz;
Vou deixar  no ar a palavra...vou deixar significado para quem desejar, dúvidas para quem quis;
Vou me arrumar para sair, sair por aí em busca de uma razão...as ruas me chamam no portão e já é hora de saber sobre um bom motivo para ir um pouco além daquilo que já fiz;
Vou me deitar, para toda luz acesa, luz que pisca e resiste intermitente se apagar...
Vou deixar de me apegar às idéias de que nesta requintada forma de mentira, alguma diferença faz para o indiferente que quantifica, precifica, padroniza à sua maneira, a forma ideal de ser feliz;
Vou aos infernos, pois o diabo com certeza de calor ou frio...algo verdadeiro que seja, ao menos, me espera...
Vou além dos limites que me imponham as leis da gravidade, ao transpor limites, no alto de um edifício...de uma janela;
Fácil seria, se tudo conspirasse, tudo aquilo que respira concedesse um pouco mais de permissão para que pudesse ser;
Difícil é ter de levantar somente para andar...provar aos boçais desinteressados, coisas que queiram e estejam muito além de você...
Vivendo à margem, aquém de você...à mercê de toda esta mediocracia, deveras deve de ser a indiferença que dos outros se sinta, o pior dos infernos que alguém possa merecer;
Vou para casa, esperando que um dia, de fato uma exista para mim e possa chamar por lar...
Sagrado ou profano lugar, onde silêncio há de ser rompido...somente quando um corpo cansado de doses altas e perigosas de tédio, desejar...
Vou para onde você não vá...pois, quando não faz nenhum diferença, quando todo breve diálogo seja prelúdio para desavença...
Vou para onde o cansaço verdadeiramente me vença, o mundo de mim por definitivo se esqueça, somente para que de toda esta atmosfera de coisa vital e viciada, eu possa me abster e descansar!

2 comentários:

  1. Vou, para onde eu merecer...vou para longe dos olhos deste berço maldito que me viu nascer.
    Vou, pois sou verdade por demais para incomodar, mentira por demais para alguma atenção que não seja da indiferença, merecer...
    Vou, não me procure, não principia tua procura, não se preocupe...quando verdadeiramente, sobre mim, nada sempre foi mais que aquilo que desejava saber.



    Por: FERNANDO ORDANI.

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    Respostas
    1. "Primeiramente a voz do sublime...após, se sobrar alguma paciência, se restar alguma voz...a voz, que atenta sobre os pormenores"

      Por: Eu.

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