Visitantes da página

segunda-feira

Planos e enganos.

Fazer a travessia, ir ao desconhecido tão próximo, atravessar a ponte para ver...
Concreto armado me impedia, contava meus passos...concreto armado sem concessões que fosse de revista, imperativo na voz que dizia sobre retroceder;
Quis trazer alguma simpatia, um pouco de empatia a um lugar onde pessoas se detestavam sem saber o porquê...
Desisti, quando fitei os olhos do cinismo que me traía, que soava agradável somente para mim, mas aos ouvidos de terceiros e sempre nas entrelinhas, me maldizia;
Presumir ainda é a melhor saída, silêncio da voz que se omite por alguma sabedoria...garante sobrevida no plano imperfeito do real, garante vida plena na utopia...
O concreto armado se desarma, gente animada para propagar a desgraça, se desanima;
Estive em lugares onde pediam por algo especial, lugar contrassenso...o normal ditando as regras sobre ser distinto, o original que tentava nascer, submetido à aprovação daquele que parou no tempo;
Há pouca gente lutando, para contar novidades desinteressantes de sua glória...há muita gente por aí, esperando por tua desgraça para construir uma história;
Há cigarro para ser conflito sobre acender...há concreto armado, lhe pedindo por algo além de documentos para prosseguir, sem identidade para no olhar, algo reconhecer;
Há desprezo dos iguais para se sentir...havia um plano perfeito adiante, havia gente por demais para permanecer próxima, fingindo estar distante...
Havia interesse por demais, de caras fechadas para impedir um outro alguém de sorrir;
Perfeição no plano, segredos, uma faca entre os dentes...havia gente presa no passado arruinando, voz passiva ansiando por novidades quentes;
Havia coração para pulsar num peito qualquer, outrora...havia verdade no sentimento do passado, na lágrima sem sentido que hoje chora;
O concreto observa tudo, do alto da visão do concreto ninguém escapa...
Melhor será deixar tudo isso pra lá, visto que tudo isso soa sem sentido e sempre, o que resta a se fazer à respeito de um imenso vazio que não se sente, seja nada.



4 comentários:

  1. "...mas, o quase tudo, quase sempre é quase nada...e nada, nos protege de uma vida sem sentido" - Humberto Gessinger.
    O concreto armado, nos protege de nosso "próprio mal". De transpor as barreiras indevidas que nos revelam verdades, nos asseguram o direito inalienável de permanecer alienados.

    ResponderExcluir
  2. PERFEITO.... UM TEXTO SUPER, UM ASSUNTO SUPER , UM TALENTO TÃO GENIAL kkk brincadeira a parte muito bom menino ;')

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Havia interesse por demais, de caras fechadas para impedir um outro alguém de sorrir;

      Excluir
    2. "UALLLL"...kkkkkk
      Muito obrigado! Genial...sabe, penso que os excêntricos de hoje, sempre serão os "geniozinhos" de amanhã.
      Espero, jamais figurar entre estes. kkkkkkkkkkkkkkkk

      Excluir

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.