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sábado

O legado de um louco.

Fui apenas um galho, quebrei alguns...fui, a dose certa ou precisamente errado, no momento necessário;
Fui um cara comum, um qualquer por aí sem rumos previamente traçados...
Algum tentando ser alguém, se passando por palhaço com pulsos cortados;
Pela morte somente, fui cortejado...por pessoas e pela sorte esquecido, pela própria vida sepultado;
Minhas pretensões eram grandes, mas meus passos se perdiam distantes da visão que me atraía...me faziam para, na primeira esquina;
Fui mentira sincera, fui lealdade para alguém...fui desleal comigo;
Fui verdade inoportuna que perturba, fui andarilho, figura desinteressante a caminhar perdido por entre feras;
Um dia no passado, criança, jovem para acender velas e incensos por bons presságios...por esperança;
Fui o cúmulo de informações altamente descartáveis como minha própria presença...jamais fora algo para mim, mas sempre bom o bastante para ter de exercitar paciência;
Vidraça, gato arisco com seus cortes que qualquer causa abraça...fui alegria, fui desgraça;
Objeto indireto, preposição...algo adverso, voz pouco ativa da oração, diversidades dentre de um singular...traição, para toda visão;
Soltando pipas coloridas por aí em lugares onde impera a cegueira, a inveja que critica sem nada fazer...fui objeto, descartável o bastante para ser algo certo de troça;
De um alguém, porém...espero ter algum respeito, ademais afirmo que nada mais importa...
Alguém que bate à porta, espera para nascer, florescer quando um outro alguém adormecer...alguém, bom o bastante para ser árvore frondosa;
Conte-me fora, porém conte por nós...com palavras melhores que as minhas, tua própria história;
Produzindo sombra para alguém, goze de sobriedade, preserva tua seiva...imprescindível para tua vitória;
Não conte-me nada, pois de onde estarei...se uma lágrima molhar as teclas, ou o papel de teus primeiros rabiscos, olhe para o céu, pois lá estarei...
Faça a mais linda poesia, seja leve como o vento, saiba que a vida e pessoas serão estranhas...aprenda a ser um pouco fria;
Termine aquilo que jamais comecei, não hesite ou titubeie sobre os mesmo passos por onde errei...deixo aqui uma carta em forma de poema estranho, somente para pedir perdão e dizer que nada sei, que não suportei;
Faça, aquilo que quiser...mas, sem jamais esquecer quem seja você...
Faça com sentidos mais apurados, mente menos perturbada...que a deste cara, que somente sabe repetir as mesmas palavras que fazem ênfase sobre tudo o que nada sei.


2 comentários:

  1. Somente conclua...faça do seu jeito e, que este jeito, seja melhor que o meu.
    Perdão, sequer para ser pai eu sirvo...sou apenas um corpo que caminha sem motivos, ciente de que há tempos, algo além de minha própria alma morreu.


    Por: eu.

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    1. P.S: Saiba de antemão, aquilo que tardei em descobrir e falhei em executar...nas coisas mais simples está todo o encanto, na complexidade das distâncias além mar, somente riscos de se afogar.

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