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sexta-feira

Novos desencontros.

E então será sempre assim, pois assim...é como tudo há de se suceder...
Busca por felicidade, vida, explicação por aí...quando de fato, tudo estava ao alcance das mãos, tudo era sólido por demais para se perceber...
Tudo, se desfazia, fazia sentido por demais, para ter de sempre deixar de fazer;
A água se parecia límpida, de repente se sujou...o ar se parecia leve, subitamente tudo pesou;
Da ciência, da religião...para a cigana que lê dos olhos o desespero, estende-se uma mão...
Qualquer coisa que caiba sem servir, qualquer coisa que possa fazer tudo aquilo que destruímos e se parecia com algo próspero e bom...ter em coisas do além, alguma explicação;
Convivendo, entre mazelas de nossa própria permissividade, nossa própria omissão...
Vida, convida a sair pela noite, tomar um trago de torpor que torna mais branda a dor da ferida que ainda sangra de todo açoite...convida a se perder, para ir ao encontro de algum alento sob a luz fria da lua...
Sob um céu sem estrelas, sob nuvens carregadas, prenúncio de lágrimas do destino...por nossa precipitação;
Será sempre assim, pois reza a lenda que tudo aquilo que nasce neste chão...
Tem hora e data marcada para morrer, tem seu caminho dentre a indiferença a percorrer, até que aquilo que há de restar, seja nada além de lamentação;
Um escrito a giz...a mesma história sempre tão frágil, sendo desfeita da mesma maneira;
Chuva que lava, leva para longe do olhar...pessoas dobrando seus joelhos em ato de hipocrisia, heresias sussurradas próximas a um altar...
Até que um raio de sol novamente possa no mesmo velho horizonte despontar...somente para que sobrevenha trevas de uma noite sem fim, para uma esperança novamente se apagar;
Todos se afastam, em algo se apegam...todas as vozes falam, nada de novo por se ouvir das mentiras que não sustentam, mas carregam;
Todos, satisfeitos...tudo quase perfeito, perfeitamente feito para ser um existir sem propósito, por demais imperfeito;
Redundâncias, repetições...ora, juntos em braços e abraços, ora separados praguejando, hora para conjurações!
E então, será sempre assim...tudo aquilo que se parece com história mal contada, meias verdades, fadado estará a um triste fim;
Penso se ainda sou capaz de sentir, tentativas de sentir, se ainda sou capaz de enganar...dizendo que tudo há de dar certo, somente para alimentar que tudo tenha de novamente terminar assim...
Se é para ser, que sejam reticências...bons presságios para um futuro que não seja de desencontros dos mesmos passos que decidem as coisas por mim...
Do contrário, espero que todos sejam de fato felizes, se esqueçam de meu nome...e que este ponto, determine de forma irrevogável, de uma triste tragicomédia, o fim.





2 comentários:

  1. "É isso aí..como a gente achou que ia ser..."
    Sem mais.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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