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segunda-feira

Necrópoles.

Quantas pessoas, visitam um museu diariamente? 
Poucas, certo? Contudo, muitos hão de exultar acerca de saber do conteúdo de um lugar que jamais estiveram...enaltecer a arte, daqueles que já não caminham entre nós, simplesmente porque se parece mais fácil adorar, ou deixar de detestar, aquilo que já não seja presença dentre nosso convívio.
Quantas pessoas, visitam uma necrópole, em um dia...mas, das sepulturas, donde  não há de se ouvir as lamúrias daqueles que eternamente descansam, nada mais sejam senão ossos sob cimento, muitos que jamais estiveram para deixar uma flor para aquilo que acreditam ser alma e viver eternamente, falam histórias...repetem as frases.
O infeliz do passado, agora será assunto para discurso, tema a ser estudado, um texto...a ser compreendido em concursos!
Tudo, todo seu tempo empregado porquanto vive, inútil desgraçado...ouse sonhar, mas saiba que para tudo há um preço e o seu, talvez seja ser esquecido na poeira do passado...
Até que de fato, alguém se lembre de um museu, até que verdadeiramente valha a pena se recordar de um pensamento ousado por demais para ser ignorado enquanto vivia, mas podia se orgulhar de se chamar por algo seu...seja repetido por outras vozes, gerações vindouras de aleluias a propagar poucas imagens de tua ignóbil figura, com dizeres de um pensamento que a voz de todo ódio infundado em um longínquo passado, dizia ser loucura.
Sinceramente, não sei de fato, o motivo por ter iniciado...contudo, não me arrependo sequer por um momento de ter obedecido ao coração, de ter feito em forma de palavras...retirado do abstrato, do plano tão imperfeito de minhas idéias, algo para a alheia apreciação, ou depreciação.
Sinceramente, é com pesar que anuncio ter de terminar com esta sensação de vazio, após três anos intensamente vividos para outros que estavam dormindo, enquanto estive acordado. 
Espero que tenha sido válido...todo o orgulho que prevaleceu, tudo aquilo que nos separou, nada disso que parece fazer sentido, e tal qual à necrópole que muitos falam, mas sequer notam, morreu e talvez, sequer para restar como memória para os abutres que sobrevoam tudo aquilo que outrora agonizava, restou.
O guerreiro deita suas armas, liberta sua alma...desiste da luta. Na espera, de que não tenha sido em vão o sangue derramado, que o prêmio pela liberdade de sua "nobre" missão...a perecer agora no vazio de sua solidão, não seja aquilo que parece iminência em lhe acometer e se chame por insanidade.
Aqui, deixo meus protestos...aqui, tudo permanece simplesmente, para que alguém se lembre que de uma vida facilmente se esquece, pois dela nada se espera senão o espólio...
Todas as sobras de quem viveu à sombra para consumir, após tudo não passar de restos.

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