Visitantes da página

sábado

Nas linhas do destino.




Já falei em verso, em prosa...da flor que floresce, da rosa que desabrocha, dessa gente que se esquece...
Algo já foi dito sobre o fogo que se acende, mas não aquece...em poucas palavras que não serão minhas, um algo a mais que a eternidade, merece;
Do dia que não amanhece, do dissabor que não mais apetece, do nada que resiste em nada persistir a ser...esperando comigo, somente para ver o que acontece;
Sobre o sol que não nasce para todos, mas tão somente quando você sorria...
Sobre noites escuras, véu que ocultava a face macabra...do olhar angelical, de onde alguma maldade meus olhos não viam;
Após a perda do encanto, após o desencanto com a própria glória...
Após tanto tempo perdido imerso em um mundo de mentiras, de algum lugar distante deste frio onde nada se sinta...o que há de restar, agora?
Gélido toque que congela os ossos, aos ânimos arrefece...cálido beijo de sereia traiçoeira, distante da segurança da areia, do mar que desconheço e seus perigos...
Profundezas que sufocam e tiram uma chance de viver, de tudo aquilo que apenas por um pouco mais de ar pede...
Já foi escrito, sobre estar solto entre feras...entre paredes de concreto, sol e luar para inspirar...sol e luar, apenas para não se notar e ser uma mancha amarela;
Da escuridão nada se espera, senão redenção, derradeira dor lacerante que desata a doer no peito e da carne, um homem para a eternidade liberta;
Nada resta agora, senão um tempo estranho e cinzento lá fora...um olhar seco e opaco, sem vivacidade de alma que não mais por seus próprio lamentos, chora;
Aqui dentro, aquele algo de outrora já não é tenso há tempos...é questão resolvida, é dívida paga, amarras de prejuízo rompidas;
Todavia, nada se parece com aquilo que eu queria...ainda há cores para pintar o dia...
Ainda há flores, por se notar em cúmulo de sua audácia, resistindo ao cimento do opressor que lhes feria;
Ainda há letras...ainda há palavras, se algo faltava, agora ainda mais faz falta;
Há sentidos tentando fazer...há sentidos para entorpecer e adormecer, há ressentidos para seguir adiante, fingindo se esquecer...
Num dia desses qualquer, mas que não seja qualquer este dia...algo de novo, há de surgir para deixar morrer e ressurreição, em ciclos de evolução deixar acontecer.



Um comentário:

  1. Se tudo está escrito, tudo de melhor já foi feito...perfeito.
    Somente esperava, que o próprio destino fosse um escritor mais competente, capaz de escrever um final diferente...sem necessidade de tudo sempre ser desse jeito.

    Por: eu.

    ResponderExcluir

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.