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segunda-feira

Muro adentro, mundo afora.

Evoluindo sem voz, coisas muro adentro, para mostrar mais armas...
Mais alma, mais calma que seja, mundo afora;
Se um Deus é comigo, sinto que de fato meu sobrenome é superação...pois, sinto ser pior que o inimigo de meu intrínseco;
Me destruindo, para me refazer um pouco menos imperfeito...
Se não presto, como reza a lenda, como dizem os Dizeres, destruição em meu destino há de ser algo costumeiro;
De uma peça, que impeça...vendo tudo fluir taciturno, tudo iludir vivendo sentado na inércia, inepto à margem...algum galho que seja paliativo, quebro;
Algum galho, que me traga um bom motivo, quando decido me molhar e seguir um fluxo  distante do plano perfeito de caos onde vivo...definitivamente, contudo raramente retiro;
Covardia, quando sente que não "dá pé"...não aprende a nadar, mas se desespera no escuro que apaga a visão e dá um tiro;
Sai pela culatra, ato estúpido uma vez mais contradizendo a fala...evoluindo, mas em silêncio, para que possa viver um pouco mais de tudo que se faz presente em minha prosa flácida;
Deus é comigo, porém, também será o inimigo...
Em teu destino traçado, nos traços de teu corpo marcado, em teu pensamento...maldito!
Que me sussurra, confessa aos ouvidos sobre entrega, entregar pouco ouro ao bandido, sobre presumir...
Sobre toda verdade pronta que soa como aprazível solução, para aquilo que sozinho não consigo;
Seguir sozinho, para onde não se saiba...se um caminho qualquer basta, rota de fuga ou colisão com o dragão, suposição que sopra fogo, queima sonhos, por ser vencido por uma nobre causa...
Por um fútil motivo!
Mais alma, é o que necessito...onde corpo apenas basta, onde um pensamento nada valha...
Onde mais verdejante é a grama, sob a ótica de quem se encanta facilmente com o tesouro roubado, acumulado por um canalha;
Calado sigo, emudecido e modificado, embora pouco visto ou enxergado, na inércia de um pensamento...
Enquanto moléculas e sinais vitais que contradizem expressão impassível, trabalham incessantemente, se transformam diariamente somente, para dizer que é possível algo além de um passo além do cárcere imposto pelo cimento...
Sem necessidade de sentir, fazer sentido...sem necessidade de corretivo, que não seja para apagar toda chama que se acende em forma de vaidade e alimenta a fogueira de todo ressentimento.


3 comentários:

  1. Nada mais, ou quase nada a dizer...ou, quiçá muito por ser dito neste espaço de coisas desimportantes, tão meu.
    Permanece escrito aquilo que há de permanecer, permanece o incômodo aos incomodados que nada tenham a acrescentar, por nada ter a dizer...algo que se diz alguém, sem com algo distinto se pareça, para ser.
    As palavras ainda são minhas, o espaço é público, mas não deixa de ser meu...das coisas que fiz não me arrependo, se por acaso algo em tudo isso lhe incomoda, o problema ainda é unicamente seu.


    Por: Eu.

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  2. “Há coisas encerradas dentro dos muros, que se saíssem de repente para a rua e gritassem, encheriam o mundo."

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  3. Sem mais...ninguém deveria JULGAR, sem saber além da presunção, de todo o contexto.

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