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sábado

Geração esteróides, geração coca...ína.





Palavras, que não mudam o tom, não possuem força suficiente para dar força à toda forma de expressão...
Palavras de uma geração de cabeça vazia, homens de shorts, braços fortes, acéfalos como eu que muito falam e não dizem nada;
Palavras, sem alma...somente para recordar o quão bom era um passado sem nós, somente para repetir como costumava soar o passado em nossa voz;
Palavras sem valor, sem sentido para que algo se sinta, para dar a tônica sequer sobre futilidades do momento...
Milhões de palavras que se repetem, milhões de vidas que desistem...palavras desimportantes escritas para o papel, ditas ao vento;
Geração de malditos, filhos de bastardos intelectuais por demais, para prestar alguma atenção que não seja aquela "dispensada", às coisas que se chamem por nossa...mas, que soam sempre iguais e banais;
Dar vazão, deixar fluir as idéias...cheiro de coisa nova no ar...
Dar descarga, vaso sanitário...latrina, lugar digno para tua porcaria que se chame por nova prosa ou poesia, com cara de coisa reciclada descansar;
Dar porrada...algum respeito que se conquista dos distraídos, respeito que seja por imposição de medo da mão que escreve, mas também sabe machucar;
"Você já viu a chuva, caindo em um dia de sol?"..."você já consumiu os enlatados dos U.S.A", continua "vivendo com seus pais e contando o vil metal"?
Palavras, somente para que sejam lembradas neste futuro de outrora, do quão seriam necessárias...
Palavras do presente, esperando pelo mesmo destino, sentindo a dor da adaga afiada de uma crítica que nos diga sobre coisas tão nossas, contudo altamente desnecessárias;
Uma imagem que representa tudo, uma imagem do passado, "vintage", "deja vú"...
Dizeres esquecidos, senão aqueles em "outdoors" que não falham em dizer que sonhos são possíveis...mas, sonhar custa caro e nos seus bolsos não há nada;
A chuva que cai hoje por entre raios de sol, já não é notada...não encanta, quando não há tempo para uma breve olhada...
A flor, perdeu sua essência, perfumava no passado, hoje é indecência...malditos sejamos nós, infelizes entusiastas de uma gente sem entusiamo, ouvidos presos no passado, gente distraída e desinteressada;
Geração esteróides, geração cocaína...voltem aos seus "afazeres", apaguem as luzes...
Pois hoje tempo urge e, tempo é dinheiro...e aquilo que não seja quantificável para ser valioso o bastante para que seja lembrado, não há de interessar mais que um grão de areia interessa à uma praia.





2 comentários:

  1. Somos bons o bastante para ser a novidade esquecida, da semana passada.
    Deixe apagar as luzes, faça mil fotos para a posteridade do vazio de sua risada...geração de gente diferente, deixe tudo pra lá, pois tudo deveras já fora feito no passado, por gente genial e devidamente, reconhecida...gente de respeito, renomada!


    Por: Um idiota (Fernando Ordani).

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    Respostas
    1. "Sou capaz de arrancar teu melhor sorriso, a melhor idéia de tua cabeça...meu soco, pesa 150 kg."
      Obrigado.


      Por: Sua avó.

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