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sexta-feira

Encontros e desencontros.

Cantando velhas canções sobre mudança...quando nada de fato muda, que não seja a direção dos ventos;
Espalhando a palavra para um futuro, de pessoas ausentes de alma e corações duros...perdendo um pouco mais de seu tempo;
Vendo o vagabundo passar sem deixar de notar...que distância entre perdição, ou liberdade, seja um portão que separa, linha tênue que separa iguais em desigualdades;
Não me recordo onde vendi minha alma, mas me lembro diariamente do preço a pagar...
Quando alguém tenta seguir adiante e se esquecer, como há de se fazer...destino ingrato, bate à porta, credor inesperado a lhe cobrar;
A voz que lhe encoraja, desistiu sem ao menos tentar...
O olhar que não se importa, lhe abraça com ternura e juras sobre lhe amar...
Quando, em um passado de feridas abertas que ainda sangra e não deixa o tempo passar, lhe prendia aos grilhões das vaidades de quem melhor saiba dissimular;
Cantando canções sobre esperança, quando nada resta por se esperar;
Somente para fazer o tempo passar, somente para um fim iminente que se possa em visão perturbadora enxergar, fazer acelerar;
Das profundezas do mesmo mar traiçoeiro que nos fez sucumbir...ouço ainda o canto da sereia, divindade tão profana, insinua, engana...
Lança sua magia, faz promessas para além de um dia, oculta um sorriso de troça por outra vida perdida ao se iludir;
Na mesma língua que falamos, há o hiato que traduz as cidades fantasmas que sejam nossas almas e faz dividir...
Na mesma língua...alguns seguem, muitos sucedem, outros...malfadados que sejam desde o berço, destinados ao corte doloroso que mostra sangue barato, um brinde aos nobres de espírito a sorrir;
Nas mesmas ruas, nos encontramos sem nos reconhecer por aí...
Quem sabe, num dia desses uma ponte não faça universos paralelos, trajetórias distintas, unir...
Quem sabe, num dia desses, desta mesma ponte não se dependure um louco em seu último ato de sua pantomima já decorada...
Contudo, com um final que possa surpreender uma multidão que se aglomera para lamentar sobre aquilo que se esquecem...tragédia não anunciada!
Porquanto, ainda seja um canto, em seu canto quase emudecido e esquecido...sem pretensão de impressionar, mas tão somente de desistir e sumir?



Um comentário:

  1. Uma imagem diz por mil palavras? Se não disser, ainda se pode repetir mais de mil vezes...

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