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domingo

Apenas, nada.




Apenas ecos de minha própria voz, apenas a compaixão que há de sentir a tirania do algoz...
Apenas uma visão de cegueira, apenas desespero que faça queimar, submeter ao gelo...submissão ante ao imperativo atroz;
Visão embaçada, tradução de peito embargado...apenas dois mundos que não se encontram em um rosto, a banhar-se em lágrimas;
Vento pesa mais que um existir qualquer, vida precificada...mãos em liberdade, atadas...um lamento, um momento de lástima;
Tudo paira e parece pesar, tudo se parece com pesadelo vívido, visão nítida daquilo que não queira se ver,viver ao acordar...
Apenas, nada...somente uma presença de ausência sem alma, em alguma esquina esquecida como a própria vida, por algum interesse indecente de segundos, lembrada;
Apenas poeira ao vento, apenas sedimento...apenas, um grão de areia do mar segredado, guardando segredos...
Somente mais um dia revivendo aquilo que já não mais queria, apenas mais um dia de vazio que se traduza do olhar, coisas escapando por entre os dedos;
Somente as esperanças...perdendo espaço para os medos!
Uma peça a mais que traga sentido, um pedaço a menos daquilo que se pareça remendo, arremedo de algo humano, em um canto qualquer esquecido;
Tudo cumpre seu papel...outros, peças fora de um tabuleiro de insanidades, se recusam a jogar...
A vigilância, sem saber o porquê a vigiar...o operário a operar, o louco, ciente de seus anseios a correr em direção daquilo que somente se possa sonhar;
Apenas um desfiladeiro, pessoas e carros passando...pois, tudo há de passar contra o tempo, em favor da pressa, sem reparar...
Que havia um minuto para ceder sem nada perder, que havia uma palavra que a uma vida, poderia salvar...
Tudo espera para ser notícia, tudo faz parte de um plano estranho de coisas que me recuso em acreditar;
Tudo espera para ser infortúnio, para da alegria de outrora se lembrar...
Tudo, se converte facilmente em nada...e, nada, nada tem a perder senão tempo que gasta exposto ao léu, simplesmente à procura por um bom motivo para não apagar;
A dívida, a dúvida, as regras, a luta infundada não era sua, porém parece ser teu, o preço por tudo isso a pagar.



2 comentários:

  1. A culpa não é sua, talvez sequer haja culpados...apenas prejuízo aos escolhidos, louros a colher aos beneficiados. Talvez, seja apenas o destino a decidir por vidas, num lance de dados do acaso.


    Por: Fernando Ordani.

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  2. Apenas poeira ao vento, apenas sedimento...apenas, um grão de areia do mar segredado, guardando segredos...
    Não a mais oque dizer. Quando tudo diz por si só.

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