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sábado

Abraços etílicos. (ode à boemia)




Abraços, de braços embriagados...beijos etílicos, inimigos eternos em pose para fotos, abraçados...
Beijo, baforada de fumaça, gosto que remete à mistura de álcool e cigarros, carinho com pouco dinheiro, comprado;
Um dia, nos amamos, sob um teto de estrelas...juras das quais nos esquecemos no dia seguinte, juramos...
Num dia desses, juntos erramos...num trago a mais que matava no peito alguma amargura, segredos indevidos, aos ouvidos errados confessamos;
Abraços etílicos, amor para sempre de uma noite somente...coisas repentinas que deixam marcas indeléveis de arrependimento, deixam para depois, um filho;
Hoje te conheço, amanhã sequer de seu nome me lembro, quando amanheço...
Quando abro os olhos, lembro que deveras, te odeio!
Tua valsa me conduzia, confusão da visão, de sentidos que juras da boca pra fora, lhe faziam;
A fala que apetece, o ânimo que arrefece...de fato, toda guerra cessa, quando o soldado bebe;
Risos de criança, de uma face afeita à carranca...um suspiro, uma transpiração fétida, que um suspiro de outro alguém inspira, arranca!
Todos se convencem...havia discórdia, mas agora juntos, unidos pelo álcool sagrado em alianças profanas, todos vencem;
Num dia desses, num bar qualquer...numa noite, quando pesar por demais a dor do açoite, aceito novamente teu abraço, aceito tudo aquilo que me traga após um trago;
Aceito, mentiras renovadas, fotos que registram para a posteridade nossa falsidade, embriagada...páginas de uma história que deveriam ser arrancadas;
Sem palavras, digo ao teu olhar que acredito...se duvidar, reafirmo...um trago a mais, insisto!
O momento de ontem foi lindo, realidade hoje se assemelha à toda sorte de desgraça...
Se parece com resultado daquele "porre", uma lágrima amarga que escorre, se parece com ressaca...por favor, me traga o elixir da alegria que seja cachaça!
Morremos abraçados, agora...novamente estou ao teu lado...
Caminhando titubeantes pelas velhas ruas de antes, trocando com próprio infortúnio nossos passos...
Juro, novamente que te amo...contudo, por favor, certifique-se de me manter assim, embriagado;
Com bebida de boa qualidade, coisas que tenham originalidade...distintas deste cheiro de falsidade que sinto em sobriedade, quando estou ao teu lado.




Um comentário:

  1. Certeza? Nem sobre minha identidade, nem mesmo em sobriedade....CALA A BOCA, E TRAGA MAIS CERVEJA! rsrsrsr

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