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quarta-feira

Tenho sede e me alimento.



Bebo água para me esquecer, bebo coisas para distrair...no peito, o vazio aquecer...
Aspiro ilusão de liberdade para não me lembrar, aspiro um pouco ao ponto de fazer quase tudo que flui e seja vital cessar...
Aspiro por algo mais, que não seja somente breves momentos de ilusão para libertar;
Respiro até onde consigo, impossível por uma lembrança de paixão tórrida não suspirar...
Respiro oxigênio, respiro o indevido...não peçam, não impeçam que uma mente que adoece, pouco a pouco enlouquece, com ar viciado não venha a se inspirar;
Bebo água, para não me esquecer que desta sou composto, aspirações e frustrações...sonhos subitamente se convertendo em desgosto...
Aspira-se um pouco mais de liberdade à contragosto, venenos em conta gotas, somente para se testar limites...
A verdade é uma só, a verdade se parece diversa, difusa e confusa...verdade para ti se parece sempre um dedo imperativo em riste!
Se o que me apraz fosse verdade...quiçá gostaria de doses de realidade;
Se aquilo que me fere não fosse somente fogo de autopiedade, talvez não buscasse por viagens baratas que me façam ir aos céus e descer aos níveis mais baixos se submundos infernais...
Um pouco mais de prisão, paradoxo para busca incessante por esta tal liberdade;
Veneno de verdade, remédio para arremedo de ser humano que caminha sem propósito sempre à margem...
Bebo água para me lembrar que sou humano, mas também daquela mistura que me sirva a vida, para recordar que sou porco nojento digno de toda lavagem;
Até uma próxima estação de euforia ou depressao...até, uma próxima viagem!




Um comentário:

  1. Também sou fumaça...coisa que pouca gente nota, mas o cheiro incomoda...
    Está olhando o quê, se não gosta...idiota????

    Por: Fernando Ordani.

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