Visitantes da página

sábado

Ressurreições.




Morrer, quantas vezes já não falei, quantas vezes já não desejara e não intentei?
Pelas minhas próprias mãos já o fiz, pela minha própria premeditação para a beira do abismo meus passos eu conduzi, sem hesitação caminhei;
Por quantas noites sem dormir, o teto e as paredes foram testemunhas de que uma rocha também se liquefaz?
Por alguns minutos, por sua aparência ou relevância, pouca diferença faz ou fará para os demais, tão somente quando para estes seu ato de respirar por instantes, ainda apraz;
Para alguns sua vida significa um cheque, para você...sua vida pode sempre estar em decorrência disso, estar em xeque;
Quantas vezes não me vira tornar adulto me sentindo na fragilidade e indolência de um moleque;
Quantas vezes...não fui execrado com palavras ácidas, sórdidas, que as pessoas facilmente se esquecem;
Por vezes, pus-me na direção do abismo a caminhar, e nestas, sempre a um passo do fim, quase sempre me pus a ponderar;
A mão que devolve lucidez a um corpo pálido e esquálido, perdido na insensatez...não há de ser deste mundo onde o caos e a desgraça parecem agradar;
Onde sua vida, se assemelha a uma novela que muitos observam aguardando por um final triste, para poder sua hipocrisia em lágrimas de remorso ou tais quais as de bons atores, sobre ti derramar;
A mão que evita minha morte, ou me faz morrer e renascer a cada dia juntamente com minhas células, que há de se renovar;
Fazem de mim um novo ser, alguém que todos os dias terá algo novo para dizer, e alguma expectativa que não tivera no ontem, hoje ostentar;
Morrer para renascer...viver, para deixar morrer;
Realmente, simples será...será talvez se eu simplesmente deixar ser;
Missão dada pelo destino não se renega, a outros não se delega, não se abrevia sem motivos...
Sequer uma ignóbil forma de vida,  embora cruz pareça pesar por demais, fortalece teus músculos em teu árduo caminho...
Às vezes é espinho que te faz somente lamentar, e te impede de admirar a rosa que em seu desespero, poderá simplesmente ignorar ou pisar em sua estrada, cego pela estupidez e sozinho.




Um comentário:

  1. Vestindo fraldas, vi de perto, céu e inferno se abrir pra mim naquele dia em uma U.T.I....
    Até que uma voz, que se parecia real, se parecia com sonho...imperativa bradou:
    "Olhe ao redor...veja que vida luta pela ordem natural das coisas, vida luta para resistir enquanto você, tenta desistir...levanta-se rapaz, deixe de ser idiota. Há coisas ainda por ser fazer, há coisas em teu caminho que preparei e não OUSE, não querer descobrir!".


    Por: Fernando Ordani.

    ResponderExcluir

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.