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quarta-feira

Pratas da casa, velhas máximas.



Talvez de mim se recordem, quando no frio da velhice, em noites solitárias acordem...
Talvez, em desespero, lampejos de lucidez onde me vejam, longe de tudo  onde quer que estejam...
Façam verter dos olhos lágrimas de chumbo que não serão expressão de felicidade em velhos olhares, daquelas que se derramam em lúgubre atmosfera onde apenas espectros do passado, para atormentar festejam;
O branco que enxergam agora, era o verde de uma esperança de outrora que juntos assassinamos, foi esvanecendo...
Lugar,  recanto de aconchego...eufemismos que ocultam verdades boas ou ruins, coisas que ninguém deveras se importava, preferia não ficar sabendo;
Flertando com loucura,  em torno de nós tudo morre...então, neste dia talvez recordem-se daquele cara sem graça que sempre estivera mais contigo, que consigo...
Quando, em futuro tão imprevisível talvez,  estiverem a saber o que seja sofrer num asilo esquecido...
Estarão lhes administrando drogas em dosagem pesada para esquecimento...que um dia, tiveram a droga de um filho...
Pele enrugada e arrependimento, por vezes serão nada além de marcas a ostentar em dias de contagem regressiva para a carne abandonar...um fim digno para uma triste história,  um ponto final que se arrasta como reticências,  porém merecido;
Perdão...parece que tudo ficou para trás...
Cansou a vontade da juventude, emudeceu as palavras do outrora jovem audaz;
Sirva talvez como alento neste momento, o pensamento quanso haja tempo...
Que exposto ao vento, ao tempo...sofrendo e envelhecendo, em destinos também agora separados por indeterminado tempo,  estará aquele rapaz.






Um comentário:

  1. Previsível prognóstico de um fim melancólico, por escolhas no presente...em detrimento daquilo que deveria importar, escolhidas.
    Previsível saudades consentidas...previsão de vidas que sigam em paralelas, lamentando por tempo desperdiçado com tudo, menos felicidade que seguiu esquecida, preterida.

    Por: Fernando Ordani.

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