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segunda-feira

Perdão, de antemão.



Pedir perdão de joelhos, para um mundo assaz imperfeito...por aquilo que não fez, por algo que alguém mais poderia ter feito;
Amor era o sentimento, mais que mera emoção que de olhos virginais transparecia, enquanto eu iludia...
Era luz que iluminava, mas eu roubava cena sem querer e ofuscava...era noite, querendo ser dia;
Era para mim que a sorte sorria...
Contudo, cólera com seus punhos sempre cerrados, feriu o rosto de sorriso enigmático que eu não compreendia;
Era verdade translúcida por demais...incomodava meus olhos, logo sobre esta eu mentia;
Era mão sempre amistosa que se estendia...eu assim tão reticente, a minha...recolhia! 
Creio, que era coração aquilo que eu tinha no peito...enquanto algo eu ainda sentia;
Fatos eram ótica distorcida de  minha visão, realidade era ficção...fotos sem papel, quartos de papel, vadias eram santas e tinham coração;
Perdão, creio que perdi algo além de juízo, creio que para toda soma eu seja subtração, sinônimo de prejuízo...
Sigo sem me importar, sigo sem pensar...sigo, com crença inabalável de que nada tenho com isso;
Tentei acertar, mas errei o alvo...acertei tiro certeiro e fatal em cabeças, quando intenção na ponta de minha flecha era paixão que despertasse a atenção de olhares, atingisse em cheio um peito...
Perdão, de antemão...tudo ocorre assim mesmo, troco roupa, troco passos, troco rotas e trejeitos, mas no fundo...o que sempre permanece, sou eu mesmo!
Pensando direito, creio que nada disso faça sentido, creio que seja somente eu...creio, mas nada acontece do meu jeito;
Creio ser fruto indesejado desde o berço...creio que seja falha genética programada, desgraçada desde a concepção...
Nascida, em um mundo de seres perfeitos!




Um comentário:

  1. Perdão...estava lendo todos estes "absurdos"?
    Sinceramente, emudeço, me esqueço, mas por nada mudo...cansei de fazer girar o moinho, sem nada esperar, mas querendo ver acontecer.
    Cansei de regar meu jardim de sementes de frustrações com lágrimas...cansei de ficar sentado, o sol jamais dependeu de um sorriso que fosse meu para nascer.

    Por: Fernando Ordani.

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