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domingo

Livros interessantes.

Li...livros interessantes, hoje repousam pegando poeira na estante...
Li, o bastante, para renunciar quase que por completo a este exercício, fazer da escrita meu ofício, minha dádiva, meu vício;
Li bastante, porém...creio que nunca seja o bastante, não obstante sentidos agora imperativos, me peçam, me impeçam de ler, para que possa escrever em minhas próprias páginas desinteressantes...
Que eu seja alguém no futuro, em minha vil pretensão...a pegar poeira da estante de alguém, a soar como canção, tocar tal qual toca a poesia uma alma, fazer pulsar mais forte um coração;
Livre de livros, num canto qualquer...num canto virtual de ostracismo, autor anônimo, escritor esquecido;
Um dia, quiçá seja deveras livre, livre dos grilhões de escrita que me aprisionam e libertam...livre de livros, livre para viver aquilo que somente em sonho eu vivo;
Livros...num instante, me lembro que há coisas interessantes ainda por ser ler, porém num breve segundo me recordo que há outras ainda mais curiosas soltas pelo mundo...
Voando ao vento, me esperando sair para vir ao meu encontro para que coisas sobre um mundo desconhecido, há tempos esquecido...novidades me contem ao rever;
Livros...interessantes, interessam por demais aos muitos que acreditam ser riqueza, aquilo que se saiba somente em imaginação, mas jamais se possa experimentar...
Experiência de vida real, embora com seus percalços...ainda que trocando passos com incertezas que tragam o acaso, é escola formadora de sábios em silêncio, mas que a palavra certa tenham a dizer, quando alguém dela necessitar!
Li...alguns livros, não obstante remanesça a crença de que algum conhecimento tenha ganho, enquanto algumas horas de vida, trancado em um quarto esquecida...foram perdidas;
Livre dos livros, livre da escrita...liberta-me maldita inspiração que tenta fazer de mim aquilo que não sou, que tenta fazer algo belo com remendos daquilo que de mim restou...
Palavras serão somente palavras...poesia ou livros de contos sobre coisas imaginárias, ficção...êxtase em inércia, jamais o curso da história mudou;
Livrai-me desta maldição, livra-me desta perturbação...cultura por demais, pensar por demais é contrassenso para meus anseios, para minha essência, para aquilo que de fato sou!
Que possa restar, no espólio de nossa separação...algo de bom que em alguém, alguma coisa por um dia mudou...
Queima na fogueira impiedosa, tudo aquilo que juntos fizemos, mãos que se utilizaram talvez das minhas, talvez obra de minha esquizofrenia...tudo o que restou!
Se ainda restar algo...ou restar nada, indiferente resta este alguém, que diferença alguma fez com livros que leu, ou sentido algum com palavras vazias que o destino lhe presenteou.


Um comentário:

  1. Chamas infernais...consumam para sempre na fogueira onde mereça queimar coisas irrelevantes, as supostas obras de um infeliz iludido, que faz agora opção por viver, deixa páginas para amarelar e livros para sempre sobre a estante.
    Queime, como tudo que aquece sem se esquecer de me deixar feridas.
    Adeus...quer saber? Vou viver mundo afora minha vida.

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