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quarta-feira

Paraísos à espera.




Guias dos desígnios desta luz que te conduz, qual a lógica que justifica o peso que pesa algo, que se possa chamar por sua cruz?
Fazer clarividência de toda obscuridade, caminha entre as feras pisando a serpente para alcançar a maçã que tanto lhe seduz...
Se tudo sempre foi questão de sobrevivência, pecado é discurso da eloquente fala de hipocrisia...da fala despida de interesses patentes que às massas, conduz;
No amor, na guerra...na dor, tudo vale e tudo há de valer;
Sobre a dor que no próximo doa, pouco se pergunta...porém, muito se cogita sobre as razões que faça doer; 
Falar sem saber, condenar sem conhecer;
Típica forma humana de desumano tirano, desesperado com pouco discernimento do qual se abra mão para abraçar a dúvida verossímil que se pareça plausível verdade...
Que justifique sua pouca utilidade, sua passividade...permissiva ou perniciosa arte de viver;
À superfície que seja trazido sem prévio pedido para primeiramente chorar, não sorrir...
Tudo que seja agradável e conveniente há de ser válido para não restar como arrependimento neste exíguo e fugaz espaço temporal chamado por existir;
Sorrir para não chorar, chorar para somente diante dos demais vergonha que deveria ocultar, fazer motivos para troça ao deixar sem querer, transparecer...
Transparência é o que se pede, mas transparência que seja conveniência;
Suportar vida que nada se parece com sonho sonhado no teu passado, coisas que desejasse em realidade, com olhos que não fossem de autopiedade, ver;
Paraíso ao alcance dos olhos e distante das mãos, paraíso que se evapora, se liquefaz e vai-se embora...
Vai-se, esvaindo...esvanecendo, sobre si mesmo esquecendo restando o olho que por si somente agora chora;
Paraíso prenúncio de inferno para tudo que seja proibido e nada se saiba,  simplesmente por ser humano e desejar sentir em intensidade algo que seja sublime...
Deixar para o demagogo a fala...poder da voz ao senhor da razão, de toda falácia abrir mão e cometer aquela aprazível transgressão, destino ou paredes testemunha de teu crime;
Deixar de ser medíocre ou somente resignar-se com dias contados, pingando lento como areia em ampulheta de desespero;
Pouco antes de testemunhar com desgosto, de teus próprios anseios o enterro;
Descer ou ascender na incerteza de espirais insanos, esquecer os planos;
Certa e incômoda esta quase certeza sobre o incerto, que virá após aparente hora marcada para morrer...
Certeza detestável de que lágrimas ainda sejam palavras que o coração ou a mente, jamais puderam dizer;
Amor que paradoxo que não nasceu, mas morreu...
Chance que não se deu...vida que se foi quando sobre seguir muito se soube e sobre si ainda nada se sabe e muito se esqueceu;
Oportunidade passou de passagem em trem passageiro, tudo virou poeira no tempo...mundo girou e não parou para embarque de quem não se encontrou, ou não se perdeu.






3 comentários:

  1. ADEUS ANJOS...TALVEZ POR HUMANO DEMAIS SER, TENHA MERECIDO SER ASSIM EXPULSO...TENHA MERECIDO PERECER.
    MEU CÉU OU INFERNO EM SONHOS EU AGORA CONSTRUO, EM MINHAS LÁGRIMAS DE IRA QUE A CHUVA NÃO ENXUGA, MAS SOMENTE DISFARÇA...O FATO DE SER FALHO, ESTA FARTO, NUM CANTOS ESCUROS ESQUECIDO E SUJO, SER UMA FARSA...
    DESEJO A TODOS OS ANJOS A MORTE QUE POSSAM MERECER, COISA QUE MEU SEMBLANTE TOMADO PELA IRA NÃO CONSEGUE ESCONDER !


    Por: Eu!

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  2. Paraíso ao alcance dos olhos e distante das mãos, paraíso que se evapora, se liquefaz e vai-se embora...
    Vai-se, esvaindo...esvanecendo, sobre si mesmo esquecendo restando o olho que por si somente agora chora;


    uauuuu sem palavras.....

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    Respostas
    1. Minha leitora, amiga, companheira....tudo! Número um!!!!
      Joice Martins! Muito obrigado, minha querida ;)

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