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quarta-feira

Coisas por ai...




Você se esquece fácil das coisas,  contudo coisas que sejam pessoas jamais se esquecem de você...
Embora não pareça, aparências não mais enganam...embora permaneça amor incondicional que não faça por merecer;
Braços em tua carência, abraços fraternos de socorro...aconchegantes quando se fizeram conveniência;
Braços sempre abertos a lhe esperar, ainda que tarde a lhes notar...testando limites de humana paciência; 
As coisas por aí permanecem, de tua atenção porventura precisam...de tuas frias mãos esquecidas, de um afago também carecem;
Afinal, coisas são pessoas...e pessoas são muito além de coisas para teu alento, pedestal para teu sustento....
Coisas são para ti, reflexo quiçá daquilo que haja aí por dentro;
Coisas não se esquecem de ti, ainda lhe oferecem olhares mansos e piedosos...
Embora para isso, seja necessário esquecer a coisa que as machuque e lhe conceder algo mais que algum tempo;
Coisas que "coisam", façam ferir um coração daquele ou daquela que seja para ti abrigo,  fiel amigo...fuga segura quando exposto ao léu,  temeroso da escuridão do céu ao relento;
Coisas são simplesmente humanos que esquecem de si mesmos e sequer exigem de ti, ao lembrar se,  de algum agradecimento;
Esperam somente um gesto de mudança mudo...esperam somente que seja coração e não somente desespero, que pulse e perturbe sua paz por dentro...
Quem sabe mais adiante, quem sabe suas lágrimas não se lembrem ao menos de cair, quando coisa se deitar para sempre e seja somente saudade que lhe ensine a valorizar...
Embora seja necessário chorar a ausência da coisa que "coisava" por você a todo momento.





Um comentário:

  1. Há pessoas que estão sempre de partida, sem perceber que levam algo de nós...sem notar que passagens sazonais só alimentam mais da saudade e da ausência, a ferida.
    Saudade nem sempre consentida

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