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domingo

Vire as cartas, o jogo não é mais seu.




Falar é difícil, quando se sinta voz embargar...deixe o olhar por si dizer, deixe o tempo levar e tudo ao redor calar;
Nada a acrescentar, vida às vezes nos decepciona...proposição de jogo insano para se jogar;
Não pedi para me submeter, não pedi assim tão jovem e incauto...nesta ciranda insana de prazeres questionáveis, ingressar;
Falar deveria ser fácil, mas sinto a voz do presente...silenciar ao obedecer passado que insista em fatos, atos ou palavras, regressar;
Ontem amigos, hoje estranhos...falar, quando tudo parece já ter sido dito, falar quando seria melhor deixar em somente uma linha vazia, algo igualmente vazio escrito;
Perder aquilo que nunca em verdade se teve, ganhar aquilo que jamais em realidade lhe pertenceu...
Tudo ao redor cheira a sonhos impiedosamente queimados, consumidos...em cinza consumados, tudo dentro desta carne que contra nada protege, agonizou e morreu;
Sorte lançada ao vento, passos lançados às incertezas das direções de para onde hão de soprar os ventos;
Falar de sonhos, planos, projetos...adiante muito se projetou, muitos se foram e de ti, se esqueceram;
Muito contigo planejaram, muitos quando necessitava de um defensor contra algoz impiedoso se calaram...
Cacos...nada além de restos de ti, uma vez mais a se recolher pelo chão restaram;
Falar é difícil, não há mais nada a se dizer...deixe o tempo e suas intempéries, o mundo com seus descaminhos ao nada, que parece ser mais que restou de mim, de nós...ser maldito guia;
Deixe-me descansar, nesta cama de flores cheia de espinhos, deixe-me esquecido em meu torpor necessário nesta calçada acolhedora, nesta guia...
Havia muito por se dizer, mas a algumas vozes o mundo simplesmente se recusa a ouvir...porém, acerca de um desgosto que se consume em degradante forma de ser que lhe consome...
Muito, hão de dizer!
A voz do passado passou, o tiro que era quase certeiro errou...o sonho morreu, continua sendo sonhado no esquecimento, onde sobre teu projeto ninguém mais perguntou;
Creio que há tempos, formas de vida tais quais a minha já faleceram e no ostracismo estão sepultadas, inadvertidas, ambulantes caminhando sem nada dizer, rumando ao que restou necessitando de complementos para se parecer com nada...
Creio que há tempos, algo além sonhos meus, ou nossos assim...em pretensão de afirmação plural morreu...
Creio que eu seja passado que sob a terra já deveria estar deitado, mas alguém de me avisar...simplesmente se esqueceu!



Um comentário:

  1. Abandone o barco, esqueça sobre ser flecha...sobre ser passado para trás para lançar-se à frente em teu iluminar outrora ofuscante, hoje assim tão parco.
    Esqueça...a vida e pessoas escolhem quem queiram escolher, és nada além de um derrotado esperando morrer esquecido...como todo fraco resignado em ter sido algo bom...bom, o suficiente para ser esquecido.

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