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segunda-feira

Vales vermelhos.

 

Vales precisamente escavando, ruivo é o tesouro que não seja petróleo...valioso ou imundo, a jorrar;
Vale..quanto tu valhas, valerá de nada se sulcos cirurgicamente escavados...não vejam a cor do rubro tesouro ou ouro de tolo a jorrar...
Escorre pelas mãos, escorre e pinga lento...dor que extenua corpo esquálido,  demasiadamente combalido por dentro;
Pulsa coração, faz de tua excruciante  dor, desatino que justifique aparente desgraça paliativa para teu problema sem aparente solução;
Pulsa inútil músculo involuntário, em seu estúpido pulsar há tempos sem razão...
Nos pulsos, sulcos...fazendo brotar o almejado tesouro de cor rubra escura, então;
Dor do dilacerar de uma faca nada será comparada com insanos a decidir teu destino sem teu conhecimento...afáveis inimigos tão próximos sem aparente razão;
Razão, outra senão tirar a tua, outra senão lhe ver penar...seja sob este maldito teto de concreto, seja sob um teto de vida ao acaso perdida na rua;
Não se importe, quando tanto  assim se submeta...há muitas promessas de futuro bom,  bom presságio para ti, com planos por outros...planejados;
Deixe portas trancadas, deixe janelas do quarto e do coração com pouca  possibilidade de serem permeadas;
Deixe a vida seguir assim...tendo supostamente tudo, contradizendo este vazio intrínseco a lhe doer conferindo a certeza de que jamais passara de fantoche...vida por várias mãos, assim tão permissiva, guiada...
Siga acreditando em seu sonho já sem nenhuma esperança,  siga olhando para o mundo sem aquele olhar outrora cintilante de uma criança....
Siga, pois é válido seguir assim vazio e ausente de alma, indiferente e frio que já não necessite mais de calma;
O ferro lhe fere e há de desvendar, trazer  à tona o rubro oculto para se avaliar com precisão quanto tua vida valha...
Siga, enquanto  há um parco iluminar  a crer que, contudo ciente de que para  para alguns...
Tua ignóbil forma de existir, além do que possa somente oferecer seja ainda forma de vida a ser mantida;
Seja forma de vida que ao final de um mês, jamais falha...
Para que seja de alguma forma...válida para que seja explorada, aos poucos retirada e devidamente,  RETIDA!




Um comentário:

  1. SÃO SEGREDOS QUE A GENTE NÃO CONTA, SÃO CONTAS QUE A GENTE NÃO FAZ...QUANTO VALE, QUANTO VALE A VIDA?? (HUMBERTO GESSINGER).

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