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sábado

Toada de vida "marvada".

GRANDE MAZZAROPI!!!

Cumpádi, acho que até mesmo a cobra pra picar nóis que trouxemo pra tomá uma cachaça marvada, é peçonhenta...mas, é desdentada;
Pescaria dos diabo, minhoca merguiando à toa nesta água fria, como fria é minha sinhora  que me espera com pau de macarrão lá im casa...
Pexe que e bão nada,  oh vida besta, vida sem graça;
Alegria do caipira é mastigá um pedaço de capim, ou fumá um paiero ouvindo moda de viola, sentado a olhar na lonjura do sór...onde dorme o dia, e não acontece nada;
Cumpádi, acho que senti uma puxada...linha mardita! Perdi na fisgada até a vara, pexe fiduma égua levo simbora até minhas traia! 
Nesta toada...sei não cumpádi, como dizia o jogadô do Curintia, "só sei que num sei di nada";
Capaz de pegá uma mandiuva, tomá uma ferroada...capaz de aparece um lobisome ou assombração e  nóis ter de batê em retirada!
Minha sinhora já tá me dando nos nervo...deve tá lá im casa se divertindo com o cumpádi Tião, aquela disgraçada!
Minha  minhoca, só móio na água, minhas tristeza...afogo na véia viola arriscando uns verso que dos zóio ranca lágrima...
Como é triste a vida do caipira, vida besta, mais num troco ela por nada...aqui nóis tem natureza, num tem mardade...aqui, inda vale arguma coisa dos home, a palavra!
A pinga já amargô, hora di pegar o rumo di casa, pois a esfera di fogo já tá querendo dormi lá onde se esconde o nada;
Lobisome, tô fora...não trouxe minha espingarda...assombração Deus me livre, trago o terço e a image di Nossa Sinhora no borso furado desta carça...
Santa mãe, amanhã é dia de missa e minha devoção pra ela, ela aguarda!
O duro é aquela fiduma égua que num gosta docê cumpádi, não gosta di mim, não gosta di nada...
Parece viver dos avesso, perece viver inguar o diabo vestino saia!
Sem pexe, sem traia...Nossa Sinhora nos proteja de "nossas senhora" achá que passamo a tarde na putaiada;
Êta vida besta, vida que se bebe amarga na pinga que cura as arma amargurada...
Êta vida mansa e gostosa, vida que num é mintira inguar na cidade...vida que num troco por nada;
Num tem pexe, tem viola e jogo no rádio...pra dá uma acarmada;
Um dia amanso aquela fera, um dia...ela óia pra mim di um jeito carinhoso, como aquela mocinha que ela era quando conheci nos canaviar...quando nóis era jóve e num tinha nada;
Mais hoje, prevejo confusão...ah cumpádi, sai dibaxo que lá vem cacetada...
Nessa toada de vida "marvada",  sei não...acho que "vamo" é parar na "carçada"!                                                                           

Errata: Autoria deste texto cômico, por FERNANDO ORDANI.
Divulgação, Joice Martins.

3 comentários:

  1. "Cheguei lá, no cais do porto onde as onda si espaia...e o coração fica aflito, bate uma a otra faia..." rsrsrsrs.

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  2. Eita cumpadi num é que esse texto fico bomm mes's.... kkkkkkkk o que será que a senhora fez com ele cumpadi deve ter apanhado e jogado nu portão afora, o lasquera é hoje que essa viola chora, a eu sei que chora...... parabéns fio perfeito :)

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    1. Mundão véio sem portera....LASQUERAAAA!!!! kkkkkkkkkkk

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