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terça-feira

Simples, sem sentido.



Tal qual ao amor que prende, lição que não se aprende...soldado, rendido sem sua causa, mas não se rende...
Lugar inóspito e escuro onde se ocultam pecados que não se arrependem, erro sabido, sem palavras consentido...erro, que por estranha razão não se repreende;
Ar que se respira é ar contaminado que deixa mente e corpo doente, tal qual ao ideal de amor ausente...figura inócua que se faça desapercebida, porém presente;
Tal qual ao amor de dois que não admita plurais, tal qual às coisas mais sublimes de um mundo tão seu, tidas por coisas por demais banais e irrelevantes pelos demais...
Caminho entre humanos, sendo proeminente e ignóbil forma sensorial que remeta aos animais;
Para todo contrassenso que não faça sentido, existir que sejam formas de vidas perdidas...sem muito pensar para não pesar o pensar, se fazem iguais;
Acordar para levantar, levantar com rumo certo...embora, soe incorreto rumo a este lugar, caminhar;
Respirar para sentir pulmões expandir, plantar sementes para nada ver florescer;
Adormecer em meio à madrugada, para evitar teu próprio rosto...para evitar visão de um sol por nascer;
Aquele que não se rende, não aprende...mera forma de humano se detestando simplesmente pela razão de que, a si mesmo não compreende;
São incertos os anseios, questionáveis são os fins para que se escolha os meios...
Deveras, pego-me a ponderar que jamais fora um fim digno ou indigno, pelo qual peregrino entretido com constantes questões dialéticas e receios;
Ímpetos impensados me levam adiante, vou fingindo estar tudo bem...pois, tudo bem é visão de superfície que se veja sorrir para ocultar lágrimas logo adiante;
Muda forma de ser, não mudo meu jeito de ser...se sinto que a este mundo não pertenço, a ninguém meus pensamentos ou minha própria vida há de pertencer;
Sou metamorfose, sou boa ilusão que engana para se parecer com aquilo que em verdade ser transforma...
Sou aquele que em versos de incógnita confunde...sou aquele, que em relatos escusos acerca de fatos ou de mim, propositalmente desinforma.


Por: Fernando Ordani.

3 comentários:

  1. Não faz sentido? Talvez não haja obrigação de fazer, talvez nada seja obrigatório para ter de assim ser...talvez não fora prévia intenção, algum sentido fazer.

    Autor: FERNANDO ORDANI.

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  2. Simples, mas com sentido. Refletir sobre algo que te faz ler e refletir novamente e.... genial \o/

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    Respostas
    1. Valeu menina! Apesar...de eu continuar achando tudo isso um emaranhado de idéias desconexas, propositalmente assim postas. rsrsrs

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