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terça-feira

Rios e destinos.




 
O vazio que se sente, não é vazio de metade de copo...sequer ausência de calor que faça prevalência de frio;
Vazio...é o olhar que se lança ao nada incrédulo, tal qual às cegas carregado de incertezas, lança-se ao mar sem que haja escolhas, o caudaloso...temeroso ou bravio rio;
Parco é o iluminar, vozes que se ouviam...uma vez mais em uníssono, funesto silêncio a se calar;
Nada por se compreender, nada por se entender...simplesmente, aceitar...
Aceitar que destino talvez seja mero desatino, que nada deverá ter explicação para que em tudo, possa como se fora ciência ainda que pouco lógica, explicar;
Mais questões se vive, mais respostas por se achar...mais respostas se encontram com indagações ainda mais complexas neste estranho fluir rumo ao mar;
Não será a incerteza da chuva, da inesperada e acentuada curva...mas, será trajeto estranhamente calmo e retilíneo a perturbar...
Mente divaga...neste parco iluminar onde, às voltas com velhas questões...se proponha a pensar...
Copo enchendo de torpor consumindo sobriedade, paciência sendo posta a teste...em limites que transponham a insanidade;
Será nada, além de exacerbação tola de emoções por parte de um humano que se diga aprendiz errante...frivolidade, de um ser tão juvenil, sem compreensão sobre a necessidade do passo doravante;
Vindouro, não se sabe se será baú de infortúnios, ao final de um arco-íris intangível, esperança por bonança, de quem tenha entregue todo seu tesouro...
Dados lançados, destino traçado...traído ser traidor de si, emudecido e pelo destino, sabiamente amordaçado;
Dados lançados...lança-se ao incerto, com esta quase certeza incômoda de que tudo esteja errado...
Que a sorte siga seus passos, que divindades não tenham rompido por definitivo contigo...os laços;
Que seu mar seja breve, ou que somente o tempo necessário para tua transmutação, evolução espere;
Que alguém, além de sombras de passado e presente lhe esperem...
Que olhos de maldição jamais lhe confundam, que não naufrague tua frágil náu porquanto neste insano rio chamado por vida...você navegue;
Que tua mente e teu combalido corpo de batalhas inúteis...finalmente, em algum porto que se diga seguro, sosseguem.



Um comentário:

  1. Sorte lançada...pecaminoso caminho ou novas desventuras...desconhecidas para consigo mesmo, se deparar. Novas veredas abertas como veias, novos meios...para uma velha solução que há tempos, reluta-se em tomar.

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