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domingo

Perdão, não me lembro.

Pagas, todas contas que amnésia pontual pediam por esquecer, devidamente quitadas;
Doses precisas que inibissem minha verborragia, doses demasiadas que fizessem esquecer que muito digo...porém, não falo nada;
Se precisava, decerto não sei...ser prolixo, eloquente plebeu em vil pretensão diária de reinar absoluto no reino dos tolos...direito profano de ser rei;
Sucinto, se sinto verdadeiramente sentimentos esperando por serem eternizados em termos singelos...contudo, contundentes e precisos;
Se sinto, sobre meu próprio discurso ou arte falha em registro escrito, gostaria de tomar doses demasiadas que me fizessem capaz de falar de forma simples, sobre o sublime mais bonito;
Tal qual aquele rapaz que se sentou e esqueceu de levantar, bem como o jovem que se sentou esperando por ar inebriante...sentado sobre as mãos, esperando por algo genial;
Não me recorde de em lugares do passado, pouco sei sobre ser presente assim tão ausente...não me apraz recordar onde tenha perdido coisas ou dignidade, simplesmente por ter estado...
Pouco sei sobre meu próprio documento...quando conflito se faça entre meus valores e tudo o que verdadeiramente faço;
Gostaria de ser, gostaria de fazer...vontade será primeiro passo tão distante do concreto que seja o abstrato de um sonho...
Vontade nem sempre faz um final feliz para sempre, sem alma na arte e perfeição, que seja coração em minúcias de pinturas eternas, onde não restam para aparar nenhuma aresta...
Pouco distancia a separar frustração eterna, da felicidade quase perene que perdure por enquanto seja a vida humana...uma curiosa forma de conto;
Conto que ninguém conta, contos que muito acrescentem sem teu conhecimento alguns pontos;
Tomei aquela pílula de esquecimento naquele dia, devidamente prescrita, hoje sequer sei sobre ligações tão óbvias para pensar em poesias...
Quando sequer sabia sobre o inferno que me fez enlouquecer, em doses de piedade padecer;
Uma pílula a mais, encerra-se para sempre personalidade e perece suplicando por caridade, um esquecido escritor que não fez sentido sequer para si, por assim merecer.




3 comentários:

  1. "Perdão, quis ser tudo aquilo que não sou, aquilo que disseram que eu jamais seria. Optei pela opção alheia, optei por viver a vida escolhida para mim, embora ciente de que hei de sofrer por opção infeliz de contrariar minha natureza, sendo assim tão banal....
    Servido deste café, com gosto de nada...como aquilo que dentro de mim resta e me consome, como me corrói o fato de ser rejeitado pelos gênios e conviver com o desdém de todo que se diga normal?"

    Por: Fernando Ordani.

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  2. Excelente texto, de certa forma tem um dia que estamos igual o rapaz da foto, com cara de deixa tudo como estar, se insistir no assunto ele simplesmente diz.... hã, hurum a ta bom.
    rs brincadeira a parte, momento de refletir do que seja normal, ou não.

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    Respostas
    1. Ou, simplesmente fingir estar tudo bem e deixar o dito pelo não dito...fingir toda forma de boa compreensão.
      Obrigado.

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