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sábado

Papéis cumpridos...








Queria por um dia, tocar coisas que valessem a pena para que o olho não cegue;
Queria tocar o infinito, queria o amor mais bonito, queria  distante horizonte que a distraída vista em seu curto alcance, não negue;
Queria que cansaço não fosse relevante para ser restrição, queria sentir ainda pulsar no peito algo que não fosse automático que se pudesse chamar por coração;
Queria o beijo com sabor mais pecaminoso que do fruto proibido, queria coisas proibidas que não neguem sobre ser humano, sendo animal que justifique ímpeto exacerbado da libido;
Queria um céu de estrela, que quando ficasse monótono contar...céu que eu pudesse colorir com lápis de cor, caneta hidrocor, com meu colorido preferido;
Contar sobre o conto esquecido que ninguém jamais contou, transpor alturas estratosféricas que nenhuma “Apollo” jamais tocou...
Ser a poesia do poeta, ou poesia escrita que ninguém por medo de sentir sem fazer sentido, jamais arriscou;
Ser praga, mas praga tão benevolente que nenhuma boca humana maldita jamais rogou, ser a  palavra que o sábio esqueceu e o tolo não se lembrou....
Ser algo, para justificar ao menos esta estúpida audácia, em cúmulo de desatino, para afirmar que algo neste mundo, sou!
Queria por um dia...porém, um dia somente se parece pouco para tudo aquilo que eu queria;
Queria acordar, sem necessidade de ter de me levantar...
Ficar em pé sem necessidade de me movimentar para, em consonância com desobediência das leis da inércia...poder assim, parado, sonhar;
Sonho com movimento nem sempre é sonho alcançado, mas tão apenas trabalho trivial, banal e infundado...
Ócio, permanecer parado nem sempre há de se fazer supor que seja vazio ou vadio em minha condição...simplesmente, que parado esteja para sentir mente falar com coração;
Seguir por uma rota distinta que finalmente faça sentido...ainda, que permanecendo por momentos inerte me confundindo com a pedra a sofrer com as marés...
Rumar, então, sem necessidade de regresso para petrificar novamente em minha condição, ir a favor de onde soprem os ventos, embora ventos soprem para eterna e aprazível perdição;
Ópio ou cigarro, vício que não me torne escravo além de minha atual condição, torpor tão bom para ser perene, que fosse paixão a me enlouquecer com pés no chão rumo ao precipício...
Perdão, dia...perdão,destino vazio e vida cruel, sem coração...malcriada, tão vadia;
Creio definitivamente que para nosso crime não haverá perdão, que este mundo muito fale, contudo pouco se importe com coisas da mente que sejam sonhos...coisas, do coração;
Cheguei, nada vi, não venci...por favor leve-me de volta ao início, dê-me amnésia como melhor dos alentos, faça minar de meus olhos somente lágrimas de tolo infundadas...
Lágrimas sem sentido, pois sobre tudo então, neste dia...sobre o nada que seja ser quem sou até mesmo, já me esqueci!
Sem asas de cera que se derretam, certeza de tido certo que fosse tiro fatal...certeza sobre algo ser, além de um vil e soturno...
Ser banal! 




5 comentários:

  1. Bom fim de semana a todos! Espero que gostem deste algo que fiz nesta data, com tanto carinho e espremendo os limites de minhas capacidades, buscando inspiração até onde se fizesse completo vácuo para algo existir, onde tudo faltasse!
    Obrigado!

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  2. Não sei o que dizer para tamanha perfeição, menino parabéns... sem palavras. Você é o melhor escritor de hoje em dia, sim sou suspeita porém o escritor quando coloca verdade em sua escrita o sorriso de quem lê.... aparece sem esforço!

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  3. Muito obrigado, minha querida e estimada Joice Martins!

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  4. Very beautiful have a wonderful weekend

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    Respostas
    1. Thank you kindly dear! Be welcome...always!
      Feel free to comment.
      Hugs.

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