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segunda-feira

Páginas, na espera por palavras.





Livro de páginas amareladas cheias de nada...livre, em meio ao nada esperando por palavras;
Em meio ao deserto, onde nada se ouça senão reverberação em local aberto;
Reflexão...da voz calada ou do pensamento, se ouve apenas o aprazível som do próprio eco...coisas sublimes, coisas do ego;
Um universo que se possa sentir agora, em torno de si...em torno de coisas que sejam maiores que nosso vil intento, a girar;
Um livro, uma liberdade em um longínquo ou próximo exílio, onde paz para juntar peças, encontrar palavras erradas que soem como idéias certas...se possa encontrar;
Não sei muito sobre coisas do infinito, não lanço meu olhar sobre coisas do além...onde talvez a grama seja deveras mais verde e o jardim mais florido;
Não sei sequer ler e compreender...sou falho em minha pretensa arte de descrever...mas, sinto neste exílio, sobre coisas do paraíso, Ele a pegar em minha mão e guiá-la para escrever;
Voz do divino, voz de minha loucura...voz que ressoa em meio ao nada calada, livro que recebe palavras a mim dadas como boa mensagem para florir ainda que de sangue que venha a regar semente de dores...
As mais belas e perfumadas flores!
Palavras, o livro de página amarelada esperava...palavras que fossem minhas, palavras daquele que com ele não se importava;
Ali estavam folhas em branco, sem linhas tortas que tornassem um pouco mais árdua a tarefa de se escrever algo que fizesse algum sentido...
Algo que fosse relatos de beleza real ou surreal, algo em verso ou prosa que soasse como o escrito que pudesse chamar por meu, mais bonito...
Livro completo, alma plena...sob nuvens, sobre pedras testemunhas de dimensões grandes ou pequenas...
Algo foi dito, tempo passou na velocidade necessária para condensar palavras com precisão para que tudo fizesse então o tal sentido;
Não se sabe se minhas flores foram as mais belas, se meu gramado foi o mais verde...se meus versos serão tão interessantes para que sejam lidos somente pela paredes...
Somente sei que valeu a pena meu exílio, ouvir a voz este tão cético ser...do próprio divino, ter um momento tão meu em companhia de idéias e páginas outrora em branco...
Esperando por algo que fosse minha própria verdadeira ou verossímil história, ou finalmente escrita sobre coisas deste olhar com consentimento para que enxergasse por pouco tempo, o infinito;
Em tempos onde folhas esperam por algo interessante, contudo sejam ignoradas por quem não disponha de tempo para sonhar em conformidade com próprios anseios, sonhar consigo...
Consegui, palavras com jeito de certeza ocorreram...tenho agora uma parte completa de minha própria trajetória...meu próprio livro!




Um comentário:

  1. As melhores ou piores palavras...as histórias mais tristes ou mais bonitas, porém tão singulares para que sejam nossas. Estão em meio ao exílio, em meio ao caos do dia-a-dia...estão em páginas brancas ou amarelas pelo tempo, na espera por nossa escrita!

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