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terça-feira

O último de nós.







Seres carne, seres alma...consanguíneos e distantes tão próximos subitamente perdendo a calma;
Seres carne, em ânsia de por saciar-se com sangue alheio, bravatas inesperadas...aliado, traiçoeiro;
Mal imprevisível, rezas que protejam contra entidades malignas, histórias insólitas omitidas sobre o humano adjacente, mal se parece contigo, mal se assemelha com gente...
Mal, que desrespeita escuridão de medos, mas é perigo por dias inteiros;
Luta por sobrevivência, quando somente o que deveria prevalecer neste exíguo espaço temporal pouco retilíneo de existir, fosse vida; 
Luta por água que já foi pura e tal qual nosso próprio sangue, profanamos...luta por trivial que seja comida;
Luta por espaço, luta por recursos para pagamento de dívidas não contraídas, músculo se contraindo...lei do mais forte parece restar como prevalente, quando todos pecam e percam a cabeça...
Pecado capital, é única saída!
Dentre monstros que criamos, subsistimos, resistimos, suportamos...simplesmente, subprodutos acéfalos de nossa criação que ignoramos;
Nos estranhamos sobrevivendo entre feras pouco ameaçadoras que caminham, caminhos e placas que insinuam...palavras de estranhos tão parecidos, confundindo aquilo que acreditamos...
Tudo o que já acreditamos neste mundo agora sem leis, ter um dia conhecido;
Eu, tu, ele...ela, nós será gente por demais...
Nós, até mesmo mais fortes se desatam quando se faça estreita por demais para atravessar...fazer passagem pela perigosa ponte, ou pela viela;
Nó na garganta...sinto muito, mas tu ficastes para trás;
Nos tornamos aquilo que abominamos, subitamente transformados em animais tão indefesos contra si mesmos sempre armados...
Teria sido por sobre ser humano ter esquecido...teria sido por, sobre brincadeiras de ser deuses, ter por demasiado nos lembrado?
Sem olhar seguimos adiante, o restante não deve ser atrasado pelo incauto que da carne, fez sacrifício pelos demais; 
No caos que criamos agora habita nosso maior medo...não se sabe sobre nossos segredos, ou sobre quem espia pela fresta...
Nada se sabe sobre o próximo segundo, se exacerbação de carinho por demais manifesto, será em ti um derradeiro beijo na testa;
Desta estranha e indesejável celebração silenciosa, lados iguais concorrentes...sem motivos para festa;
Veremos então, deveras quem não presta...ao final deste "jogo", quem será o último de nós que resta!



3 comentários:

  1. "Não pode ter sido tudo em vão" - Ellie (The last of us)
    Em um mundo pós-apocalíptico, o que seria pecado ou mera questão de sobrevivência afinal? Eis a questão...nem tudo, neste inferno que criamos, terá justificação...querida Ellie.

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  2. Respostas
    1. Muito obrigado...acho que o pessoal aí não entendeu muito a "correlatividade" entre questões atuais, e um jogo de ficção....
      Valeu! heheheh

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