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sexta-feira

O morro dos ventos errantes.




No morro dos ventos errantes, vidas erram ao escolher, vidas não pedem pra nascer ou morrer em um instante;
Instintos primitivos, sentidos não fazem sentido algum...leis que não sejam dos esquecidos ditam as regras imperativas, no morro dos ventos errantes;
No morro dos ventos errantes todo passo fora do compasso erra, o que se come ou aquilo que mais se alimente com morte é terra...
Bala sem querer acerta, pacificação não traz paz que apraz para quem no morro dos ventos errantes, há muito tempo já erra;
Bala certeira atingindo pensante cabeça...cabeça que ali venha audaciosamente ousar a nascer e sobreviver; 
Bala com destino incerto...não se sabe se é bala de justiça, não se sabe se é bala destina a calar quem ouse algo sobre verdades do morro, dizer;
Alcalóide ou planta que não seja droga, mas remédio para esquecer...maldito ópio para não se lembrar;
Ácidos, comprimidos de alegria...vida bandida sem camisa misturando-se com vestes de um estado sem leis, neste lugar;
Mistura homogênea...pouco se sabe sobre o crime;
Mistura que não se faça distinguir nos olhos verdades da ficção, ou mentiras imitação de filme;
Coisas se vendem, vidas se vendem...vidas aliciadas, vidas alienadas...
Vidas já não sabem, em perpetuação da condição conveniente do morro dos ventos errantes, fazer distinção sobre o que seja certo ou se há de compensar todo desvio de conduta que se chame por crime...
Não se sabe se é agente de paz, não se sabe se é agente de guerra...não se sabe se a mesma mão que em uma manhã incerta se aperta, será a mesma mão que na calada, onde todos se calam...
Em um noite de vistas cegas, será a mesma mão que tua vida sepulta, tua trajetória encerra;
Paz no morro dos ventos errantes há de ser conveniência, jogo que agrade a quem esteja alheio a este, porém sujeito...sem opinião que se diga formada, sem condescendência;
Cabeças baixam...em luto ou obediência...a quem tenha mais poder de fogo, a quem tenha nas mãos a carta que defina destinos de vidas, cartas do jogo...
Cabeças baixam, gado segue sem saber se quem hoje protege não seria o agressor de antes...
Cabeças concordam sem necessariamente concordam, vistas se cegam por se recusarem a olhar atrocidades...do morro dos ventos errantes! 







Um comentário:

  1. (TODA FORMA DE CONDUTA, SE TRANSFORMA NUMA LUTA ARMADA...MAS, E SE EU NÃO FIZ NADA???? MEREÇO ESTA BALA, MEREÇO AMANHECER NA "VALA", DENTRO DE UMA MALA...?)
    SIM, A FAVELA É SINISTRA...SIM, E NÃO É SOMENTE NA MADRUGADA.

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